Estudo compara Mounjaro e Ozempic: veja qual é melhor

Estudo ACHIEVE-3 envolveu cerca de 1,7 mil adultos com diabetes tipo 2. Orfogliprona apresentou resultados superiores em controle glicêmico e perda de peso.

SAÚDE – Novo estudo clínico comparou os efeitos dos comprimidos orais orfogliprona e semaglutida, buscando identificar qual opção é mais eficaz no tratamento de diabetes tipo 2 e para redução de peso. A pesquisa, realizada pela farmacêutica Lilly, acompanhou cerca de 1,7 mil adultos ao longo de 52 semanas. O objetivo foi avaliar o desempenho da orfogliprona, nova molécula oral, frente ao Rybelsus (semaglutida oral, lançada pela Novo Nordisk).

Os participantes participaram de ensaio clínico randomizado que comparou doses de orfogliprona (12mg e 36mg) com semaglutida oral (7mg e 14mg). A análise mostrou que a orfogliprona supera a semaglutida oral nos dois pontos principais avaliados: controle dos níveis de hemoglobina glicada e redução do peso corporal. No controle da glicemia, orfogliprona proporcionou média de redução de 1,9% (12mg) e 2,2% (36mg); já semaglutida oral atingiu 1,1% (7mg) e 1,4% (14mg). O controle da hemoglobina glicada abaixo de 5,7% foi alcançado por 37,1% dos pacientes na dose mais alta de orfogliprona e apenas 12,5% na dose mais alta de semaglutida oral.

Na perda de peso, a orfogliprona também foi superior: as pessoas que utilizaram a dose de 36mg eliminaram, em média, 8,9kg do peso inicial, enquanto o grupo de 14mg de semaglutida reduziu 5kg. Em percentual, isso equivale a uma perda de 9,2% e 5,3% do peso corporal, respectivamente, com 73,6% de vantagem na dose mais eficaz da orfogliprona.

A explicação para a potência diferenciada do novo medicamento está em sua estrutura molecular não peptídica. Os remédios de GLP-1 tradicionais são fabricados na forma de peptídeos, o que dificulta a absorção quando ingeridos, já que o sistema digestivo humano quebra essas proteínas. Por esse motivo, a semaglutida oral requer ingestão em jejum, com restrições e tempo de espera antes das refeições. A orfogliprona, por ser molécula não peptídica e agonista apenas de GLP-1, oferece absorção oral mais eficiente, sem exigência de cuidados alimentares rigorosos, e apresenta impacto clínico mais intenso.

O estudo sugere, ainda, que a orfogliprona pode eliminar até 12% do peso corporal em protocolos de fase 3, índice superior ao atingido por Ozempic e Wegovy. Embora os resultados sejam promissores, o trabalho aguarda revisão por pares e publicação em periódicos científicos para maior validação.

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