ECONOMIA – Uma empresa de móveis em Santa Catarina demitiu quase 400 trabalhadores após as medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. O corte em massa atingiu funcionários de diferentes setores da fábrica localizada no interior do estado e tem relação direta com a perda de contratos voltados à exportação.
O “tarifaço” foi anunciado pelo governo norte-americano como parte de um pacote de aumento de impostos sobre produtos importados, que inclui móveis e itens de madeira. As vendas da empresa catarinense para os Estados Unidos, principal destino das exportações, tiveram forte redução. Isso comprometeu a capacidade de produção e levou à necessidade de cortes no quadro funcional.
As demissões envolvem trabalhadores da linha de produção, logística e áreas administrativas. Os desligamentos foram formalizados na última semana, conforme documentos encaminhados ao sindicato da categoria. Representantes dos trabalhadores afirmam que esta é uma das maiores reduções já registradas no polo moveleiro da região, que depende do mercado externo para manter a atividade.
Conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), os Estados Unidos respondem por mais de 35% das exportações brasileiras do setor. O aumento das tarifas reduziu a competitividade nacional diante de outros fornecedores internacionais. A situação já gera preocupação entre empresas de pequeno e médio porte que atuam no mesmo ramo, principalmente nos polos moveleiros do sul do Brasil.
O governo de Santa Catarina acompanha os impactos econômicos locais. Segundo representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, reuniões foram realizadas com o setor para avaliar alternativas de mercado e medidas de mitigação. Uma das propostas em análise é ampliar exportações para países da América do Sul e buscar incentivos fiscais em âmbito estadual para aliviar os custos das indústrias que exportam.
Trabalhadores desligados lamentam a ausência de previsão para recontratação. O sindicato da categoria informou que pretende buscar soluções junto ao Ministério do Trabalho e ao governo federal. A ideia é discutir políticas de apoio ao setor e avaliar uma estratégia nacional diante da nova barreira comercial imposta por Washington.
O setor moveleiro catarinense já havia enfrentado retração durante a pandemia. A nova medida internacional agrava a situação e reacende a discussão sobre a dependência do mercado norte-americano para a exportação de móveis brasileiros.
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