3I/ATLAS: NASA ativa protocolo de defesa planetária e teoria alienígena ganha espaço

Com medidas e comportamento anormal, cometa é considerado o maior e mais antigo já observado
(Foto: Montagem)

Mundo – A NASA ativou seu protocolo de defesa planetária após registrar características incomuns e “inexplicáveis” no comportamento do cometa 3I/ATLAS, um objeto interestelar massivo que está desafiando todos os modelos convencionais de monitoramento.

O alerta técnico, emitido após o cometa exibir variações imprevistas em seu brilho e trajetória, levou a agência espacial norte-americana a formar uma força-tarefa especial para investigar o fenômeno, que será analisado entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

3I/ATLAS: cometa ou tecnologia alienígena?

(Foto: Reprodução)

Com uma dimensão estimada entre 20 e 30 km e uma massa superior a 33 bilhões de toneladas, o 3I/ATLAS é considerado o maior e possivelmente mais antigo cometa já observado, datando de um período anterior ao nascimento do nosso próprio Sol. Sua origem em um sistema estelar desconhecido e seu comportamento errático alimentaram especulações na comunidade científica.

Enquanto a grande maioria dos pesquisadores ressalta que ele tem todas as características de um cometa – como evidenciado pelos jatos de poeira e gás que emite em direção ao Sol –, uma pequena parcela não descarta a possibilidade remota de ser uma sonda ou estrutura alienígena.

NASA encontra dificuldade

(Foto: Reprodução/NASA/JPL)

“As medições são complexas porque cometas são sistemas dinâmicos, mas as variações observadas no 3I/ATLAS estão fora do padrão esperado”, informou a NASA em nota, referindo-se à dificuldade de calcular a posição exata de um corpo que libera gases e poeira.

As novas imagens capturadas pelo Telescópio Gêmeo de Dois Metros (TTT), no Observatório de Teide, na Espanha, mostram um jato de poeira e CO₂ com cerca de 10 mil km de comprimento saindo do núcleo em direção ao Sol – um comportamento comum em cometas, mas que, neste caso, ocorre em meio a uma trajetória anômala.

(Foto: Divulgação/Observatório do Teide, M. Serra-Ricart, Light Bridges)

O Minor Planet Center de Harvard, em parceria com a União Astronômica Internacional, organizará um workshop para desenvolver novas técnicas de observação, visando evitar conclusões precipitadas. Enquanto isso, o 3I/ATLAS segue a mais de 670 milhões de quilômetros do Sol, viajando a 61 km/s, e deve atingir seu ponto mais próximo da estrela na próxima quarta-feira (29).

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