MANAUS – O pai de João Paulo Maciel, 19 anos, afirmou que o filho era trabalhador e costumava acordar às 5h para ir ao serviço. A declaração ocorre após a morte do jovem em uma ação policial no bairro Vila da Prata, em Manaus, no fim de outubro, episódio que passou a ser investigado pelo Ministério Público do Amazonas diante de vídeos que circulam nas redes mostrando policiais abordando um suspeito e, em seguida, deixando o local carregando um corpo.
Familiares relatam surpresa e dor diante da notícia. Eles contestam versões iniciais sobre a dinâmica do confronto e pedem apuração rigorosa. Em entrevistas a veículos locais, membros da família disseram que João Paulo não tinha envolvimento com o tráfico e que sua rotina estava centrada no trabalho e em projetos pessoais. A argumentação do pai sobre a rotina matinal do filho visa reforçar essa narrativa.
O Ministério Público do Amazonas abriu investigação para apurar possível execução. Promotores requisitaram imagens, laudos e depoimentos à Polícia Militar e a demais órgãos envolvidos para reconstruir o cenário da operação. A investigação buscará esclarecer quando e como ocorreu a redução da vítima, se houve resistência, e se procedimentos previstos para abordagens foram seguidos.
Autoridades locais informaram que as imagens veiculadas por moradores serão juntadas aos autos. A Polícia Militar divulgou nota inicial afirmando que age conforme protocolos de segurança, mas a corporação também deve cooperar com as apurações solicitadas pelo Ministério Público. Peritos e delegados trabalham na análise de imagens, na coleta de provas periciais e na oitiva de testemunhas.
Organizações de direitos humanos e grupos comunitários acompanharam o caso e reforçaram pedido por transparência nas investigações. Entre as demandas constam abertura de procedimento rigoroso, acesso público às conclusões sempre que possível e medidas de proteção para eventuais testemunhas. Para a família, a expectativa é que a investigação esclareça responsabilidades e que as autoridades adotem medidas que evitem novos episódios de violência.





