BRASIL – O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), causou repercussão ao usar a expressão “passado negro” durante voto em ação sobre políticas de combate à desigualdade racial. Imediatamente após o termo, o magistrado se corrigiu: “melhor dizer, passado escravocrata”.
O caso em julgamento discute a constitucionalidade de cotas raciais em concursos públicos estaduais. Fux votou pela validade das políticas afirmativas, destacando a necessidade de reparação histórica.
Especialistas em linguagem jurídica avaliaram que o episódio reflete a evolução do debate sobre racismo no Judiciário. A rápida autocorreção foi interpretada como sinal de maior conscientização sobre a importância do vocabulário adequado.
O plenário do STF acompanhou o voto de Fux com atenção, que seguiu fundamentando sua decisão com base em dados estatísticos sobre desigualdade racial no acesso ao serviço público.





