Prefeito de Manaus mira governo do AM em meio a jogo de poder e alta rejeição

Seus movimentos atuais são analisados à luz desse objetivo, enquanto ele navega entre grupos rivais que dominam a política estadual.

POLÍTICA – David Almeida (Avante) inicia seu segundo mandato consecutivo à frente da prefeitura de Manaus em um cenário político complexo, onde seu desejo de um dia governar o Amazonas se tornou público. Seus movimentos atuais são analisados à luz desse objetivo, enquanto ele navega entre grupos rivais que dominam a política estadual.

O prefeito assegurou a reeleição com o apoio do grupo alinhado ao presidente Lula (PT), derrotando um candidato apoiado pelo governador Wilson Lima (União). No entanto, para governar e viabilizar verbas federais, Almeida precisa manter um delicado equilíbrio, mantendo relações tanto com sua base lulista quanto com o governador de oposição, de quem já foi aliado no passado.

Para 2025, o prefeito busca transformar promessas de campanha em realidade, com projetos como a “Cidade do Autista” e a construção do primeiro hospital municipal de Manaus, focado em reduzir filas por cirurgias. Outra meta é a contratação de novos guardas municipais via concurso público. No entanto, ele enfrenta o desafio de reparar relações estremecidas com categorias de servidores, como professores e rodoviários.

O cenário para 2026, ano da disputa pelo governo do estado, já está em ebulição. Recentemente, o vice-governador Tadeu de Souza (Avante), aliado de Almeida, declarou apoio a uma possível candidatura do prefeito, chamando-o de “habilitado” para o cargo. Paralelamente, a aliança do prefeito com o senador Omar Aziz (PSD), também pré-candidato ao governo, passa por tensões públicas. Almeida já sugeriu que poderia retirar seu apoio a Aziz, enquanto o senador afirmou que será candidato “com ou sem o apoio do prefeito”.

Este jogo político ocorre sob a sombra de uma possível inelegibilidade. A Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa recomendou a reprovação das contas de 2017, quando Almeida foi governador interino, o que, se confirmado, pode torná-lo inelegível por oito anos. Enquanto isso, sua rejeição entre os manauaras é alta, atingindo 57%, com a população citando problemas no transporte, saúde e infraestrutura.

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