MANAUS – O motorista por aplicativo acusado de agredir a musa de uma escola de samba apresentou, nesta segunda-feira (15), a própria versão sobre o caso, durante coletiva de imprensa. Segundo o relato dele, ele não teria realizado a corrida com a vítima, identificada como Márcia, e nega ter tido contato com ela no trajeto apontado na denúncia.
De acordo com o motorista, ele chegou ao local indicado para o embarque, uma casa de shows chamada Caritó, e aguardou a passageira por um tempo. Ele afirma que Márcia não apareceu no ponto combinado, motivo pelo qual encerrou a viagem pelo aplicativo e, em seguida, aceitou uma nova corrida em direção à Praça do Caranguejo. Na versão dele, a corrida com Márcia não foi feita e os dois não chegaram a se encontrar dentro do veículo.
A defesa do acusado diz que pretende comprovar a narrativa com base nos registros do próprio aplicativo, como horário, localização e cancelamento da corrida. Os advogados afirmam que também aguardam o acesso às imagens das câmeras de segurança do Caritó, que, segundo eles, mostrariam que o motorista não saiu do local com a vítima. A expectativa é de que esses materiais ajudem a esclarecer o deslocamento do carro e o tempo em que o motorista permaneceu nas imediações da casa de shows.
Ainda conforme o relato do motorista, pessoas que estavam na festa teriam informado que Márcia se envolveu em uma briga no banheiro do estabelecimento. A defesa aponta que esse episódio pode, em caráter preliminar, ter relação com as lesões que a musa expôs nas redes sociais ao denunciar as agressões. A equipe jurídica trata essas informações como elementos que precisam ser confrontados com depoimentos formais e demais provas do processo.
O caso segue em apuração pelas autoridades e ainda não há conclusão oficial sobre autoria e dinâmica das agressões.





