AMAZONAS – Moradores em situação de rua se envolveram em uma briga dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal por causa de uma garrafa de cachaça e acabaram gerando tumulto no município de Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus. O caso aconteceu nesta sexta-feira (29) no interior da unidade bancária, onde o grupo havia entrado para dormir, conforme informações preliminares divulgadas por sites locais. As imagens registradas por clientes e compartilhadas nas redes sociais mostram empurrões, gritos e tentativa de agressão entre os envolvidos, enquanto outras pessoas deixam o local para evitar se machucar.
A confusão começou após desentendimento pelo uso de uma garrafa de cachaça que circulava entre os moradores de rua dentro do espaço da agência. Testemunhas relataram que a disputa pelo álcool evoluiu para agressões físicas, com cadeiras e objetos do ambiente deslocados durante o confronto. A cena chamou atenção de quem aguardava atendimento e também de pedestres que passaram pela área central de Manacapuru, já que a agência fica em região de grande movimento comercial.
Funcionários e clientes acionaram as autoridades assim que perceberam o aumento da violência entre os envolvidos na briga. Uma equipe de segurança foi mobilizada para retirar os homens do interior da agência, medida que permitiu retomada parcial da rotina no local após o tumulto. Não há informação oficial sobre feridos graves ou sobre encaminhamento dos participantes do conflito para unidades de saúde ou delegacia até o momento.
O episódio reacende o debate sobre permanência de pessoas em situação de rua em espaços públicos e privados de grande circulação, como portas de bancos e órgãos públicos. Situações de tensão relacionadas a consumo de álcool e conflitos entre grupos vulneráveis já haviam sido registradas em outras cidades brasileiras em frente a agências da Caixa e de outros bancos, em especial em áreas centrais. Em Manacapuru, moradores relatam aumento de episódios de violência envolvendo esse público em vias movimentadas, o que intensifica pedidos por ações conjuntas de assistência social e segurança pública.





