BRASIL – O brasileiro Raimundo Nonato Braga de Andrade, de 30 anos, conhecido como “Nonato”, foi executado com um tiro na cabeça enquanto abria seu comércio no centro de Pucallpa, no Peru. O crime ocorreu por volta de 7h12 da manhã, na sexta-feira (6), em frente ao estabelecimento localizado no jirón Alfonso Ugarte. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um atirador se aproximou a pé, disparou à queima-roupa na cabeça da vítima e fugiu em uma motocicleta conduzida por um comparsa.
A principal linha de investigação da Región Policial de Ucayali aponta que o homicídio teve relação com um acerto de contas ligado ao narcotráfico. Nonato teria roubado ou desviado um carregamento de 150 quilos de cocaína pertencente a uma liderança local do Comando Vermelho, identificada pelo apelido de “Panza”, que atua na região de Ucayali. A suspeita é que a ordem de execução tenha partido do grupo afetado pelo desvio da droga.
O autor dos disparos foi identificado como Alex Ampuero Tamani, de 18 anos, que confessou o crime após ser preso poucas horas depois do ataque. Ele declarou à polícia que recebeu pagamento equivalente a cerca de R$ 1.500, em moeda local, para matar o brasileiro, por meio de um contato feito por Abner Enrique Molina Castillo, conhecido como “Pelacho”. Além de Ampuero e Molina, um terceiro suspeito também foi detido, e a Justiça peruana decretou prisão preventiva para os envolvidos.
Raimundo Nonato era brasileiro e tinha antecedentes por tráfico de drogas no Acre, onde chegou a ser preso em 2014. No Peru, atuava como comerciante em Pucallpa, mas, conforme as autoridades, mantinha vínculos com o narcotráfico, inclusive com uma plantação de coca na região. O caso reforça a presença do Comando Vermelho na Amazônia peruana, em áreas de fronteira, onde há disputa por rotas e carregamentos de drogas que provoca assassinatos e outros episódios de violência.
A investigação segue em curso para esclarecer todos os detalhes do homicídio, incluindo possível participação de outros integrantes da quadrilha e eventuais conivências internas na estrutura criminosa. A polícia local também analisa imagens de câmeras de segurança e conteúdos divulgados nas redes sociais, em que o atirador teria publicado registros antes do crime, para consolidar provas e reforçar a responsabilização dos envolvidos.





