MANAUS – Laudo pericial confirmou que Manoel Franco de Lima Neto, de 3 anos, morreu por asfixia mecânica, em um banheiro de kitnet no bairro Cidade de Deus, na Zona Norte de Manaus. O documento indicou estrangulamento e descartou o uso de faca e fratura no crânio, ao contrário do que a polícia informou de forma preliminar logo após o crime. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (22), em Manaus, e apontou o pai da criança, Fernando Batista de Melo, de 48 anos, como principal suspeito.
Conforme a Polícia Civil do Amazonas, o menino foi encontrado já sem vida dentro do imóvel, na rua Santo Inácio, depois que vizinhos ouviram gritos e chamaram a polícia. Fernando teria discutido com a mãe do menino por causa de pensões em atraso e, em seguida, levado o filho para o banheiro, onde o matou. A motivação do crime envolve desentendimentos do pai com a ex-companheira sobre o pagamento da pensão alimentícia.
Em entrevista, o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Guilherme Torres, explicou que, apesar da grande quantidade de sangue no local, o exame do Instituto Médico Legal não identificou lesões perfurocortantes nem contundentes no corpo da criança. O laudo reforçou que a causa da morte foi asfixia mecânica, por esganadura. O sangue coletado passou a ser analisado para determinar a origem exata do material encontrado no banheiro.
O avô da criança relatou à polícia que tinha o costume de buscar o neto todas as quintas-feiras e que, naquela noite, Fernando chegou à residência, levou o menino para o banho e se trancou no banheiro. Após cerca de 20 a 30 minutos, o avô estranhou a demora, bateu na porta e, ao conseguir acesso, encontrou o neto sem vida. Em seguida, o suspeito teria trancado o pai dentro do imóvel e fugido em uma motocicleta.
Desde a noite do crime, equipes das polícias Civil e Militar realizam buscas por Fernando Batista de Melo, com apoio de helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. A motocicleta usada na fuga foi localizada abandonada na região do Parque Mosaico, próximo ao Cemitério do Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. O caso segue sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que mantém diligências para localizar o suspeito e concluir o inquérito.





