Pai acusado de matar filho de 3 anos sofre ameaças de facções dentro de presídio em Manaus

Desde a prisão, o caso repercute entre os próprios presos, que passaram a direcionar ameaças contra ele dentro do sistema penitenciário.

MANAUS – Fernando Batista de Melo, de 48 anos, acusado de matar o próprio filho de 3 anos em Manaus, passou a ser ameaçado por detentos ligados a facções criminosas dentro da unidade prisional onde está preso. Ele foi detido após operação das forças de segurança que o localizaram em área de mata na zona oeste da capital, cerca de 30 horas depois do crime. O homicídio do menino ocorreu na noite de quinta-feira (22), em uma kitnet no bairro Cidade de Deus, zona norte, depois de discussão entre Fernando e a ex-companheira sobre pensão alimentícia atrasada. Desde a prisão, o caso repercute entre os próprios presos, que passaram a direcionar ameaças contra ele dentro do sistema penitenciário.

O crime teve forte repercussão em Manaus e motivou ampla mobilização policial para localizar o suspeito. De acordo com a investigação, Fernando pegou o filho na casa do avô paterno com a justificativa de dar banho na criança. Em seguida, se trancou com o menino no banheiro e matou o filho por asfixia mecânica, conforme laudo pericial. A suspeita apontada pela polícia é de que a cobrança de pensão alimentícia feita pela mãe da criança tenha motivado o ataque.

Fernando fugiu de moto após o crime e passou a ser procurado por diferentes forças de segurança do Amazonas, que divulgaram foto e dados dele em canais oficiais. A prisão ocorreu em área de mata nas proximidades da avenida Esther Lanna, no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. No momento da captura, segundo autoridades, ele confessou aos policiais que matou o filho e atribuiu o ato a um momento de raiva durante o conflito familiar. Após a detenção, o suspeito foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e, em seguida, transferido para unidade prisional da capital.

A repercussão do crime dentro do presídio gerou um ambiente de hostilidade contra Fernando por parte de internos ligados a facções, que não aceitam crimes praticados contra crianças. Em contexto carcerário, esse tipo de acusação costuma colocar o preso em situação de risco, o que exige atenção das autoridades para preservação da integridade física do detento. A administração prisional não detalhou as medidas adotadas, mas, em casos assim, costuma avaliar transferência de cela, isolamento ou outros procedimentos de segurança interna. O processo criminal contra Fernando segue em andamento na Justiça, com base no inquérito conduzido pela Polícia Civil e nos laudos periciais sobre a morte da criança.

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