MANAUS – Uma mulher de 23 anos foi presa por ordem judicial por suspeita de extorsão contra um homem casado, após exigir dinheiro para não divulgar fotografias, vídeos, prints e mensagens que indicariam traição conjugal. A prisão preventiva foi cumprida na manhã desta terça-feira (27) por investigadores do 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus, depois que a Justiça atendeu a pedido feito pela autoridade policial responsável pelo caso. A suspeita havia prometido manter silêncio e não repassar o material à esposa da vítima caso recebesse o valor exigido, o que caracterizou o crime de extorsão conforme a investigação.
A vítima é um homem casado, morador do município de Borba, a 155 quilômetros de Manaus, que procurou a polícia local para relatar a chantagem. Ele informou que vinha recebendo exigências de pagamento sob ameaça de exposição das conversas e das imagens atribuídas a um relacionamento extraconjugal. Após o registro da ocorrência, a Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba solicitou à Justiça a prisão preventiva da mulher suspeita, medida deferida pelo juiz competente.
Durante o andamento do inquérito, os investigadores apuraram que a acusada havia deixado Borba e fugido para Manaus. Com base nas informações colhidas, equipes do 6º DIP localizaram a mulher na capital, onde cumpriram o mandado no final da manhã desta terça-feira. Ela foi conduzida para a sede do distrito policial, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, para os procedimentos de praxe.
Ao chegar ao 6º DIP, a presa tentou ocultar o rosto o tempo todo, conforme imagens registradas no momento da apresentação à unidade policial. A autoridade policial informou que, até esta fase da investigação, os nomes dos envolvidos não seriam divulgados, a fim de preservar a identidade da vítima e garantir a regularidade do procedimento. A mulher permanece à disposição da Justiça e deverá responder pelo crime de extorsão.
O inquérito segue em andamento na Delegacia Interativa de Polícia de Borba, que coordena a apuração mesmo após o cumprimento do mandado em Manaus. A investigação busca detalhar como a suspeita obteve o material usado como ameaça, se houve participação de terceiros e se a prática se repetiu com outras vítimas. Após a conclusão dos trabalhos, o caso será remetido ao Ministério Público para eventual oferecimento de denúncia criminal.





