MANAUS – Imagens que circulam nas redes sociais revelam uma briga intensa entre Alana Arruda Pereira, de 25 anos, e o vigilante Emerson Vasconcelos de Araújo, de 32 anos, em confronto que aconteceu no último domingo (18), em frente à casa dele, dez dias antes do assassinato da jovem na rua da Paz, no bairro Betânia, zona Sul de Manaus, em contexto de rixa entre vizinhos. Alana foi morta com um tiro no rosto nesta quarta-feira (28), em frente à vila de quitinetes onde morava ao lado da residência do vigilante. O crime é investigado como feminicídio pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Os vídeos gravados no domingo (18) mostram o momento em que Emerson chega de motocicleta à residência, acompanhado da esposa. Alana já aguardava na porta e aborda o vizinho assim que ele chega. A discussão começa de forma verbal, com troca de ofensas, e se intensifica após o vigilante guardar a moto e retornar para confrontar a vizinha. Parte da briga acontece fora do alcance da câmera, mas o tumulto segue na frente do imóvel.
Durante o conflito, a esposa do vigilante passa mal dentro da residência e chega a desmaiar. Do lado de fora, as imagens mostram Alana chutando e danificando o portão da casa de Emerson. A jovem também profere xingamentos contra o vizinho. Em meio à confusão, o vigilante arremessa um capacete contra o próprio portão.
Uma mulher que acompanhava Alana tenta conter Emerson, pedindo que ele se acalme para evitar que o desentendimento avance para agressões físicas. Após recobrar os sentidos, a esposa do vigilante ajuda essa testemunha a segurar o portão. A intenção era impedir que Emerson saísse novamente para a rua e retomasse o confronto com Alana.
Segundo o delegado George Gomes, da DEHS, o crime que ocorreu no dia 28 foi o desfecho de uma sequência de conflitos motivados por problemas de convivência e ameaças mútuas entre Alana e o vigilante. Há relatos de que a rixa pessoal entre os dois já era antiga e marcada por discussões, ofensas e desentendimentos na vizinhança. Em outro episódio, citado por moradores, Alana teria ido à porta da casa de Emerson acompanhada de dois homens armados para fazer ameaças, mas ele não foi encontrado no imóvel naquele momento.
Alana deixou uma filha de 4 anos e, conforme relatos de moradores, trabalhava com colocação de cílios. Ela morava em uma vila de quitinetes na rua da Paz, ao lado da casa de Emerson. O imóvel dele funcionava também como uma espécie de escolinha infantil de reforço, onde crianças frequentavam atividades educativas.
O homicídio ocorreu na tarde desta quarta-feira (28), em frente à residência de Alana, após novo desentendimento com o vigilante. A jovem foi atingida por um tiro no rosto e morreu no local. Emerson se entregou à polícia logo depois e entregou o revólver calibre 38 usado no disparo. O caso segue em investigação pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.





