BRASIL – O desabamento das casas no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro, ocorreu com o chamado “efeito panqueca”, expressão usada por especialistas para descrever o colapso quase vertical de uma estrutura, quando os pavimentos cedem um sobre o outro. Esse tipo de falha gera o esmagamento sucessivo dos andares, que desabam em sequência e formam uma “pilha” de lajes e escombros, o que dificulta o resgate e aumenta o risco para quem está dentro do imóvel. No caso do Maracanã, as construções de dois pavimentos caíram em bloco, sem tombar lateralmente, o que caracteriza esse modo de colapso.
Conforme estudos sobre colapso estrutural, o “efeito panqueca” costuma ocorrer quando elementos responsáveis pela sustentação vertical, como pilares ou paredes de carga, perdem a capacidade de suportar o peso dos pavimentos superiores. Essa falha pode ter relação com degradação estrutural, sobrecarga, intervenções irregulares, fundações comprometidas ou impactos externos, embora as causas específicas desse caso no Rio ainda passem por análise técnica da Defesa Civil. Quando o primeiro elemento cede, a energia do desabamento se transfere rapidamente aos andares abaixo, gerando uma reação em cadeia e provocando o colapso progressivo da edificação.
Em situações de “efeito panqueca”, equipes de bombeiros costumam enfrentar camadas compactas de lajes, paredes e móveis comprimidos, o que exige cortes, escoramentos e remoção cuidadosa de material para alcançar possíveis sobreviventes. Esse cenário aumenta o tempo de operação e o risco de novos deslocamentos de escombros durante o resgate. Especialistas ressaltam que vistorias estruturais, controle de ocupações irregulares e monitoramento de rachaduras, infiltrações e deformações visíveis em imóveis são medidas importantes para reduzir a chance de colapsos com esse perfil em áreas urbanas densas.





