MANAUS – A entrada em operação do linhão Manaus-Boa Vista passou a integrar o estado de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e foi apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um marco na infraestrutura energética do país em mensagem enviada ao Congresso Nacional. O funcionamento da linha de transmissão permitiu a conexão de Boa Vista ao sistema elétrico nacional e reduziu a dependência do estado de usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis. A obra passou a operar em 2025, após autorização do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com extensão de cerca de 725 quilômetros entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR). O envio da mensagem ao Congresso ocorreu em 2026, em Brasília, no início do ano legislativo, conforme a prática prevista na Constituição.
O projeto recebeu investimento estimado em R$ 3,3 bilhões e utiliza linha de transmissão de 500 kV, em circuito duplo, com recursos provenientes de fundos como o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). Segundo o governo federal, a capacidade do linhão supera em várias vezes a demanda atual de energia de Roraima, o que abre espaço para expansão industrial, oferta de serviços e incremento do comércio exterior com países vizinhos, como Venezuela, Guiana, Suriname e nações do Caribe.
Autoridades do setor energético e do Ministério de Minas e Energia destacam que a interligação representa segurança no abastecimento, redução de custos com óleo diesel e queda nas emissões de gases de efeito estufa. Estimativas oficiais apontam economia anual de cerca de R$ 500 milhões com combustíveis fósseis e redução de mais de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano, em comparação com o modelo anterior baseado em geração térmica isolada. Na avaliação do governo, o linhão também apoia políticas de desenvolvimento econômico e social na Amazônia, com geração de empregos na fase de implantação e melhoria da infraestrutura regional.





