Coração de bebê de 3 meses é levado de Jaú para transplante em criança de 1 ano em São Paulo

A previsão é de que a captação do coração termine por volta das 14h30, com o órgão sendo levado em seguida para São Paulo, em um trajeto de aproximadamente 300 quilômetros.

BRASIL – Uma equipe do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, realizou nesta quarta-feira (4) a captação do coração de um bebê de 3 meses em um hospital de Jaú, no interior paulista, para transplante em uma criança na capital. A equipe médica saiu de São Roque em uma aeronave nas primeiras horas da manhã e enfrentou atraso por causa das condições climáticas até chegar ao hospital onde ocorreu o procedimento de retirada do órgão.

A previsão é de que a captação do coração termine por volta das 14h30, com o órgão sendo levado em seguida para São Paulo, em um trajeto de aproximadamente 300 quilômetros. O transplante será feito no Incor, referência nacional em cirurgias cardíacas complexas e em transplantes pediátricos, responsável por parcela significativa dos procedimentos desse tipo no estado.

O órgão será destinado a uma criança de 1 ano que aguarda transplante cardíaco e foi diagnosticada com Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo, cardiopatia congênita rara e grave caracterizada pelo subdesenvolvimento das estruturas do lado esquerdo do coração. Nesses casos, o transplante é considerado uma das poucas alternativas de tratamento de longo prazo, após cirurgias paliativas ou uso temporário de dispositivos de assistência circulatória.

Dados da Central de Transplantes do Estado de São Paulo indicam que, entre janeiro e setembro de 2023, foram realizados 108 transplantes de coração no estado, dos quais 17 em pacientes menores de 18 anos. No mesmo período, 186 pessoas aguardavam por um transplante cardíaco, sendo 31 com menos de 18 anos, o que evidencia a necessidade de doadores compatíveis para pacientes pediátricos.

A Secretaria de Saúde reforça que a doação de órgãos exige autorização da família do doador falecido e que manifestar esse desejo aos parentes é fundamental para viabilizar procedimentos como o transplante em andamento no Incor. Após a cirurgia, a criança que vai receber o órgão passará por monitoramento intensivo na unidade de terapia intensiva, com acompanhamento contínuo da função cardíaca e ajustes de medicação para reduzir o risco de rejeição.

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