MUNDO – Timothée Chalamet teve o nome citado em e-mails incluídos em um novo conjunto de documentos associados ao financista Jeffrey Epstein, divulgados recentemente por autoridades dos Estados Unidos. Nessas mensagens, o ator é mencionado em conversas sobre campanha ao Oscar e sobre a repercussão de trabalhos ligados ao diretor Woody Allen, mas não há, até o momento, qualquer acusação de envolvimento dele em crimes ou no esquema de exploração sexual atribuído a Epstein. As próprias autoridades americanas reforçam que a simples menção a um nome nos arquivos não significa participação em atividades ilegais.
Uma troca de mensagens atribuída à publicista Peggy Siegal, figura influente em campanhas de premiações de Hollywood, traz referência a Chalamet como “meu amigo” ao comentar a pressão que o ator sofria na época para se posicionar sobre Woody Allen, com quem trabalhou no filme “Um Dia de Chuva em Nova York”. No e-mail, Siegal afirma que o ator teria ficado “enojado” por se ver forçado, pela imprensa, a doar o cachê recebido pelo filme para entidades ligadas a causas políticas e sociais, durante o auge do movimento MeToo. A mensagem também descreve Chalamet como “peça de um jogo maior” aos 22 anos e projeta que ele venceria um Oscar por “Querido Menino”, longa pelo qual acabou indicado, mas não vencedor.
Os e-mails surgem em meio à liberação de milhares de páginas de comunicações que detalham a rede de contatos de Epstein, na qual aparecem políticos, executivos, acadêmicos e personalidades do entretenimento. Nesse contexto, o nome de Chalamet aparece ao lado de comentários de Soon-Yi Previn, esposa de Woody Allen, e de referências à forma como Hollywood lidou com as denúncias contra o cineasta. Veículos especializados destacam que os documentos ajudam a compreender bastidores de campanhas e estratégias de relações públicas, mas não apontam que o ator tenha tido qualquer vínculo direto com Epstein além de ser tema citado em uma conversa intermediada por terceiros.





