BRASIL – O laudo necroscópico da exumação de Gisele Alves Santana, PM de 32 anos, revelou lesões no rosto e pescoço. As marcas indicam pressão digital e escoriações de unhas. Peritos concluíram que a vítima desmaiou antes do tiro na cabeça. Ela não apresentou sinais de defesa. O corpo saiu do IML Central de São Paulo no sábado (7) para novos exames, incluindo tomografia.
Gisele morreu em 18 de fevereiro no apartamento do Brás, centro de São Paulo. O marido, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, alegou suicídio. Ele ouviu estampido às 7h28, segundo vizinha. Ligou para emergência às 7h57 e bombeiros às 8h05. Equipes chegaram às 8h13. O socorrista Rodrigo notou sangue coagulado e arma mal posicionada na mão direita dela.
O marido saiu seco do banheiro, sem pegadas molhadas no chão. Ele falava calmamente e insistia em remoção rápida. Desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan chegou às 9h07. O oficial reapareceu às 9h29 com roupa nova e cheiro de produto químico. Defesas negam investigações formais.
A Polícia Civil analisa inconsistências no horário e preservação do local. Colegas relatam relação abusiva. Mensagens mostram controle do coronel sobre a esposa. O caso evolui de suicídio para morte suspeita. Familiares cobram justiça rápida.





