AMAZONAS – O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o habeas corpus da advogada Adriana Almeida Lima, ex-secretária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), investigada por integrar o chamado “núcleo político” do Comando Vermelho (CV) no estado. O ministro Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva dela. A decisão saiu na terça-feira (10), em Brasília.
Adriana fazia parte de um grupo de oito investigados presos na Operação Erga Omnes, deflagrada em 20 de fevereiro de 2026. A ação cumpriu mandados no Amazonas e outros estados contra suspeitos de ajudar a facção criminosa a movimentar R$ 70 milhões desde 2018, com logística de tráfico de drogas. Os acusados respondem por organização criminosa, associação ao tráfico, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional.
A defesa recorreu ao STF após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar a soltura. Os advogados alegaram falta de requisitos para a prisão preventiva e pediram revogação com ou sem medidas cautelares. Moraes entendeu que o STF não julga o pedido por falta de esgotamento das instâncias anteriores.





