CPI do Crime aprova pedido para alcançar beneficiários do Banco Master  

As medidas visam rastrear fluxos financeiros suspeitos identificados na Operação Carbono Oculto.
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BRASIL. — A CPI do Crime Organizado aprovou requerimentos para investigar beneficiários do Banco Master e conexões com organizações criminosas. A decisão ocorreu nesta quarta-feira (18), em sessão do Senado Federal, com foco em quebras de sigilo e convocações ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. As medidas visam rastrear fluxos financeiros suspeitos identificados na Operação Carbono Oculto.

A comissão autorizou quebra de sigilos fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e ligado à Reag Investimentos. Relatórios apontam movimentações entre o Banco Master e braços financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima. O colegiado também determinou acesso a dados de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como \”Sicário\”, aliado do banqueiro preso recentemente.

Senadores convocaram ex-servidores do Banco Central afastados por suspeita de consultoria informal ao Master. Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana enfrentam investigação por divulgação de informações sigilosas durante apurações do BC. A CPI solicitou relatórios de inteligência financeira ao Coaf para mapear transações irregulares.

Daniel Vorcaro permanece preso por fraudes no Banco Master, liquidado pelo Banco Central. A comissão recorreu ao STF contra decisão que tornou facultativo seu depoimento. Relator Alessandro Vieira (MDB-SE) justifica aprofundamento para desmantelar rede de lavagem de capitais envolvendo o banco e agentes públicos.

Requerimentos somam 27 aprovações, incluindo sigilos da Varajo Consultoria, empresa de Vorcaro. CPI mira contratos advocatícios de R$ 130 milhões entre o banco e o Judiciário. Sessão ouviu fundador da Reag, que confirmou conexões financeiras sob análise.

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