MUNDO – Um avião militar do Exército da Colômbia caiu nesta segunda-feira (23) no sul do país. A aeronave C-130 Hercules transportava cerca de 110 soldados da Força Aeroespacial colombiana. O acidente ocorreu logo após a decolagem na cidade de Puerto Leguízamo, região de Putumayo na fronteira com Equador e Peru. O ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, confirmou o incidente em comunicado oficial às autoridades colombianas.
A aeronave levava dois pelotões completos de militares para operações na região amazônica fronteiriça. Jornais colombianos El Caracol e El Tempo reportaram a presença de 100 a 110 soldados no momento da queda. O C-130 Hercules, fabricado pela Lockheed Martin, tem capacidade para até 150 passageiros em configuração de transporte de tropas. O avião perdeu altitude imediatamente após deixar a pista do aeroporto local na província amazônica.
O ministro Pedro Arnulfo Sánchez descreveu o evento como profundamente doloroso para a nação colombiana. Equipes de resgate militar e unidades da Força Pública já atuam no local do sinistro conforme determinação do governo central em Bogotá. A Reuters informou que cerca de 57 pessoas saíram vivas dos destroços, mas sem detalhes sobre o estado de saúde dos resgatados. Autoridades colombianas ainda não divulgaram balanço oficial de mortos ou feridos até o início da tarde.
Puerto Leguízamo situa-se a 700 km ao sul de Bogotá na tríplice fronteira amazônica com Peru e Equador. A cidade abriga base militar estratégica para operações antidrogas e controle de garimpo ilegal na região. O C-130 Hercules serve rotineiramente para deslocamento de tropas em áreas de difícil acesso sem infraestrutura aeroportuária comercial. O modelo registra histórico de confiabilidade em missões militares na América do Sul há décadas.
O Ministério da Defesa colombiano lamentou o acidente sem confirmar causas técnicas ou mecânicas da queda. Investigadores da Força Aeroespacial iniciaram perícia nos destroços espalhados próximo à cabeceira da pista de decolagem. Caixas-pretas e registros de manutenção da aeronave entram em análise imediata pelas autoridades de aviação civil e militar. O presidente da Colômbia acompanha as operações de socorro diretamente do Palácio de Nariño.
Equipes médicas do Exército montaram hospital de campanha no aeródromo de Puerto Leguízamo para atender sobreviventes resgatados dos destroços fumegantes. Helicópteros Black Hawk transferem feridos graves para hospitais em cidades próximas como Letícia na fronteira tripla. Familiares dos militares aguardam informações no quartel-general da Força Pública em Bogotá com apoio psicológico oferecido pelo governo. A imprensa local transmite imagens aéreas do avião destruído em área de floresta densa amazônica.
O Comando Geral das Forças Armadas colombianas decretou luto oficial interno até apuração completa do acidente aéreo. A aviação militar colombiana opera frota de C-130 para abastecimento e transporte em zonas remotas de combate ao narcotráfico. Incidentes semelhantes ocorreram na região andina por falhas mecânicas ou condições meteorológicas adversas na selva. Autoridades priorizam identificação de todas as vítimas e notificação às famílias em tempo recorde.





