Manaus – Uma árvore não resistiu às rajadas de vento e desabou sobre uma casa durante o temporal que atinge a capital amazonense nesta quarta‑feira (25), na Comunidade Renascer, no Conjunto João Paulo II, zona Norte de Manaus. O ocorrido deixou a moradora e sua filha de dois anos desabrigadas, embora não tenha havido registro de feridos.
No momento em que a árvore cedeu, a mulher e a criança de dois anos estavam dentro do imóvel. A estrutura da casa foi atingida diretamente, mas a copa e o tronco não atingiram as duas de forma direta, o que evitou ferimentos corporais. A residência, porém, sofreu danos materiais considerados totais, com o telhado e boa parte das paredes comprometidos.
Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra a árvore caída sobre a casa, com a copa cobrindo boa parte da estrutura. A vizinha que registrou as imagens relatou que a família ficou sem condições de permanecer no imóvel após o impacto e passou a depender da solidariedade de moradores próximos, que ofereceram abrigo temporário e ajuda básica. A moradora e a filha estão agora desabrigadas, sem previsão de quando poderão retornar à residência.
A tempestade que atinge Manaus nesta quarta‑feira (25) foi de grande intensidade, conforme indicam dados das estações meteorológicas da cidade. Em poucas horas, a capital recebeu uma quantidade de chuva que representa uma parcela significativa do esperado para todo o mês de março. De acordo com a Defesa Civil Municipal, a média histórica de chuva para o mês de março é de 320,9 milímetros. Apenas nesta quarta‑feira, os índices acumulados chegaram a 127 milímetros na região da Compensa, o equivalente a quase 40% do total médio mensal.
Outros bairros também registraram volumes elevados de chuva na mesma data. A Defesa Civil informou que o bairro Lago Azul teve 121 milímetros, a Ponta Negra 68 milímetros e o Parque 10 contabilizou 50 milímetros de chuva acumulada. Os dados reforçam a situação de solo extremamente encharcado em diferentes áreas da cidade, o que aumenta o risco de deslizamentos, erosões e quedas de árvores.
A Defesa Civil Municipal alerta que, com o registro de 127 milímetros em pontos como a Compensa, o solo não teve tempo hábil para absorver a água, o que eleva o risco de novos desabamentos de terra e o tombamento de árvores em áreas urbanas. A orientação é para que moradores de regiões mais vulneráveis, inclusive no entorno do Conjunto João Paulo II, fiquem atentos a sinais de trincas, movimentação de solo ou árvores com rachaduras e galhos soltos.
A sequência de chuvas fortes e dos ventos intensos desta tarde também reflete a necessidade de avaliação técnica sobre a condição de vegetação próxima a casas, especialmente em comunidades e loteamentos periféricos. Moradores da Comunidade Renascer relatam que árvores de grande porte já vinham chamando atenção pela proximidade com casas, mas ainda não havia intervenção de poda ou remoção preventiva. O caso reforça pedidos por maior fiscalização e por planos de manejo de vegetação em áreas residenciais da cidade.
A família da mulher e da criança de dois anos passou a dividir espaço com vizinhos que abriram seus lares enquanto discute a possibilidade de reconstrução da casa ou de apoio por meio de órgãos municipais. A Defesa Civil informou que está acompanhando a situação da região, mas ainda não houve registro de equipe técnica específica no local da queda da árvore até o horário das primeiras informações. A comunidade do João Paulo II reforçou a cobrança por medidas preventivas que evitem novos acidentes de mesma natureza em residências vizinhas.





