BRASIL – O Conselho Curador do FGTS aprovou mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que ampliam os limites de renda das famílias atendidas e aumentam os valores dos imóveis financiáveis, com a medida marcando uma nova fase para o mercado habitacional brasileiro e prevendo benefício para cerca de 6 milhões de famílias em todo o país.
As novas regras permitem que parte da população migre para faixas de financiamento com condições mais vantajosas, como juros menores e maior acesso a subsídios, com isso ampliando o universo de compradores elegíveis e elevando a demanda potencial por habitação econômica, incluindo famílias que antes estavam fora do programa ou encaixadas em condições menos favoráveis.
O novo desenho do MCMV reforça a estratégia voltada ao público de baixa e média renda, segmento em que o programa atua com operação de cerca de 40 mil vendas líquidas por ano no país, demonstrando escala e capacidade de execução no segmento econômico.
As alterações também impactam o estoque de imóveis elegíveis e a distribuição da demanda no portfólio das incorporadoras, com a elevação dos tetos de renda e de valor de imóvel fazendo a demanda migrar principalmente para as faixas de menor renda, com aumento estimado de cerca de 4,5 mil unidades e aproximadamente R$ 1,4 bilhão em valor global de vendas (VGV) na faixa 1, segundo a MRV&CO.
O diretor de Crédito e Relacionamento Institucional da MRV&CO, Edmil Adib Antonio, afirma que as mudanças têm caráter sistêmico, com impacto social relevante, pois desbloqueiam demanda reprimida por falta de enquadramento e fortalecem o mercado habitacional como um todo, beneficiando toda a cadeia do setor imobiliário.
O novo cenário tende a acelerar ritmo de vendas, incentivar lançamentos e investimentos em habitação popular e ampliar a absorção de estoque disponível, com a elevação dos tetos, principalmente nas faixas 3 e 4, fazendo com que imóveis que antes estavam fora dos limites do programa se tornem enquadráveis, além de ampliar a capacidade de compra de novas famílias.
Com as atualizações, a faixa 1 do MCMV passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 3.200, frente ao antigo limite de R$ 2.850, enquanto a faixa 2 sobe de R$ 4.700 para R$ 5.000. A faixa 3 aumenta o teto de renda de R$ 8.600 para R$ 9.600 e a faixa 4, de R$ 12.000 para R$ 13.000.
Na parte de valores de imóveis, os tetos também foram reajustados: na faixa 3, o limite passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil, e na faixa 4, de R$ 500 mil para R$ 600 mil. As faixas 1 e 2, cujos limites de valor já haviam sido atualizados no início do ano, seguem com tetos que variam entre aproximadamente R$ 210 mil e R$ 275 mil, conforme a localização do município e a região do país.





