Um homem apontado como suspeito de roubo de celulares foi perseguido, jogado de cima do telhado de uma residência e posteriormente espancado por um grupo de moradores na noite da última quinta‑feira (2), no bairro Liberdade, município de Manacapuru, Distrito Metropolitano de Manaus. O caso ocorreu em via pública e foi registrado em vídeo que circula nas redes sociais, mostrando a violência do linchamento coletivo em andamento.
De acordo com relatos presentes na própria narrativa da reportagem, o homem teria tentado fugir de uma perseguição ao subir para o telhado de uma residência, onde foi encontrado por populares. Nesse momento, ele foi jogado de cima do telhado, caindo de forma brusca sobre o solo, e, em seguida, foi cercado por um grupo de pessoas que passou a agredi‑lo com pauladas, socos e chutes. As cenas exibidas no vídeo são descritas como violentas, com foco destacado nos golpes aplicados com pedaços de madeira e com o corpo da vítima totalmente exposto à agressão coletiva.
O texto menciona ainda que, em outro trecho do material divulgado, há informação de que o suspeito teve dois dedos das mãos decepados por integrantes do chamado “tribunal do crime”, prática informal e ilegal que simula algum tipo de castigo comunitário. Nas imagens compartilhadas online, o homem aparece ensanguentado, com a mão enfaixada com um pano, após a realização do corte, condição compatível com lesões de múltipla gravidade e necessidade de atendimento médico emergencial.
Após a sessão de agressões em via pública, o vídeo mostra o homem manchando a calçada com rastro de sangue enquanto caminha pela rua, ainda visivelmente ferido, mas sem acompanhamento imediato de equipe de resgate ou profissional de saúde no momento em que foi registrado o deslocamento. O relato não traz o nome, apelido ou dados pessoais completos do suspeito, assim como não informa se ele já respondia na Justiça por outros roubos anteriores, se chegou a ser preso formalmente após o linchamento ou se foi conduzido a uma unidade policial de Manacapuru após as agressões.
O próprio texto reforça que a cena de espancamento só não teria chegado ao caráter definitivo de linchamento completo porque outras pessoas presentes no local interferiram e interromperam a sequência de agressões, impedindo que o grupo continuasse a aplicar golpes até parar a luta ou causar risco iminente de morte. A ocorrência, mesmo sem detalhes sobre ação policial posterior, chama atenção para a prática de “justiça com as próprias mãos”, em que moradores assumem a prerrogativa de punir supostos criminosos, prática contrária ao ordenamento jurídico brasileiro e que pode gerar responsabilização penal tanto pelos suspeitos originais quanto pelos executores da vingança.





