Um incêndio de grandes proporções atingiu uma distribuidora de tintas e materiais de construção na madrugada desta terça‑feira (31), no município de Diadema, na região metropolitana de São Paulo. O fogo consome um galpão localizado na Avenida Fábio Eduardo Ramos Esquivel, no bairro Canhema, provocou evacuação de moradores, mobilizou dezenas de bombeiros e interditou a via para garantir a segurança da população.
As chamas começaram por volta das 3h43, quando o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência de fogo em uma edificação comercial no Centro de Diadema. Inicialmente, cinco viaturas foram enviadas ao local, mas a rapidez com que as chamas se espalharam, somada à grande quantidade de materiais inflamáveis armazenados no depósito, exigiu reforço imediato do efetivo. Ao longo do combate, cerca de 60 bombeiros e pelo menos 22 viaturas se revezaram para tentar conter o incêndio.
Durante a operação, parte da estrutura do galpão cedeu, incluindo o desabamento de parte do teto do depósito. O colapso da laje aumentou o risco para as equipes de combate e dificultou o acesso às áreas mais atingidas, obrigando os bombeiros a adotar manobras de maior contenção periférica enquanto resfriavam paredes e estruturas vizinhas para evitar propagação para imóveis contíguos.
A intensa fumaça preta gerada pela queima de tintas, solventes e outros produtos químicos levou à evacuação preventiva de moradores de prédios próximos à Avenida Fábio Eduardo Ramos Esquivel. Moradores foram orientados a sair temporariamente de suas residências até que o cenário de fumaça e calor fosse estabilizado. A via foi totalmente interditada nos dois sentidos para garantir a passagem livre das viaturas de bombeiros, da Defesa Civil e dos veículos de apoio técnico, além de proteger pedestres e motoristas que circulavam próximos ao local.
Conforme informado pelo Corpo de Bombeiros, o setor onde funcionava o depósito de tintas foi completamente destruído pelas chamas. O ambiente, que armazena materiais altamente inflamáveis, tornou o combate mais demorado e exigiu esfriamento contínuo, mesmo após a contenção inicial do fogo, para evitar reacendimentos e pontos quentes internos no galpão. Apesar da gravidade e da magnitude da ocorrência, não há registro de feridos ou óbitos entre trabalhadores, bombeiros ou moradores da região.
Equipes da Defesa Civil seguem acompanhando a situação, realizando vistorias em imóveis vizinhos para verificar possíveis danos estruturais ou comprometimento de fundações, bem como a qualidade do ar nas imediações. As causas exatas do incêndio ainda serão investigadas por peritos e técnicos competentes, com análise de energia elétrica, falhas em equipamentos, armazenamento irregular de produtos ou qualquer outro fator que possa ter desencadeado o fogo.





