Rota do Solimões, no Amazonas, integra principais corredores do tráfico de facções

O fluxo passa por regiões de interesse de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), que atuam em pelo menos 17 estados.
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A rota do alto Solimões, que atravessa o Amazonas, está entre os principais corredores do tráfico de drogas no país. O trajeto liga áreas produtoras, como Colômbia e Peru, ao restante do Brasil e ao mercado internacional, segundo levantamento da Folha de S.Paulo publicado nesta segunda-feira (13), às 09h, e atualizado às 09h03. O fluxo passa por regiões de interesse de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), que atuam em pelo menos 17 estados.

O levantamento aponta que essas organizações têm ampliado alianças entre si e com grupos regionais para avançar sobre território e aumentar a rentabilidade do tráfico. O avanço do TCP chama atenção no estudo. A facção, surgida no Rio de Janeiro, já firmou parcerias em ao menos dez estados e, em alguns casos, atuou ao lado do PCC para enfrentar o CV.

Especialistas ouvidos no levantamento avaliam que o crime organizado deixou de ter atuação apenas local e passou a operar em escala nacional e transnacional. Nesse cenário, o Brasil funciona como um centro logístico do tráfico internacional, com rotas que levam drogas para mercados na Europa, na Ásia e na África. As estratégias, porém, não são iguais entre os grupos.

O CV mantém foco no controle territorial armado e nas rotas da Amazônia. O PCC aposta na logística e no atacado da droga, com presença em diversos países e atuação na lavagem de dinheiro. Segundo pesquisadores, esse modelo também reduz conflitos diretos entre facções, porque diminui custos e amplia lucros.

Além da rota do Solimões, outros caminhos abastecem o tráfico, como a Rota Caipira, que liga o Centro-Oeste ao Porto de Santos, e o corredor do Vale do Juruá. Diante desse quadro, o combate ao crime tem apostado na integração entre forças de segurança, com atuação das Ficcos, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, e dos Gaecos, os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, que compartilham informações e atacam o financiamento das facções.

 

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