Romeu Zema promete privatizar Banco do Brasil e Petrobras se vencer a eleição

Ele também criticou a participação do BNDES na JBS e disse que pretende reduzir a presença da União em negócios privados.

 

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou neste domingo (26) que pretende privatizar o Banco do Brasil e a Petrobras caso vença a eleição de outubro. Ele disse que usaria os recursos da venda das estatais para reduzir a dívida pública, que hoje representa cerca de 79,2% do PIB brasileiro.

Zema fez a declaração em vídeo publicado nas redes sociais. No registro, ele disse que quer substituir o que chama de “gastança” por “poupança” e afirmou que privatizar as duas empresas é decisivo para o futuro do país.

O pré-candidato também citou os resultados das duas estatais para defender sua proposta. Em 2025, a Petrobras pagou R$ 277,6 bilhões em impostos à União, estados e municípios e registrou lucro de R$ 110,1 bilhões, dos quais R$ 45,2 bilhões foram destinados ao governo, seu principal acionista. No mesmo ano, o Banco do Brasil teve lucro líquido de cerca de R$ 20,7 bilhões.

Zema estendeu a defesa de privatizações para empresas deficitárias, como os Correios, que fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. Ele também criticou a participação do BNDES na JBS e disse que pretende reduzir a presença da União em negócios privados.

Além das privatizações, Zema prometeu cortar supersalários, cargos comissionados e ministérios. O ex-governador de Minas afirmou que pretende levar para o país o mesmo modelo que, segundo ele, aplicou no estado ao combater fraudes e esquemas.

Na última pesquisa Datafolha citada no material, divulgada em 11 de abril, Zema aparecia com 4% das intenções de voto no primeiro turno. Em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mineiro teria 42% contra 45% do petista, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

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