O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio informou nesta segunda-feira (27) que vai autuar e multar a empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos após a morte do serralheiro Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, durante a montagem do palco do show da cantora Shakira, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A apresentação está marcada para sábado (2), e o acidente ocorreu na tarde de domingo (26), quando o trabalhador sofreu esmagamento das pernas em um sistema de elevação da estrutura.
Os fiscais do Crea-RJ constataram que a empresa não tem registro no conselho para exercer atividades de engenharia nem responsável técnico, conforme nota divulgada pelo órgão. O conselho disse ainda que acompanha a montagem do palco desde 7 de abril e voltou ao local nesta segunda-feira para levantar informações sobre o acidente que matou o operário.
O Crea-RJ também oficiou a Bônus Track, produtora do evento, e pediu a relação de empresas e profissionais que prestam serviços técnicos de instalação e manutenção para o show da Shakira, além de contratos e notas fiscais. A empresa terá quatro dias para responder ao pedido, enquanto a perícia técnica da Polícia Civil retornou ao local do acidente nesta segunda-feira.
A investigação está sob responsabilidade do delegado Ângelo Lages, titular da Delegacia Policial de Copacabana, que trabalha com as hipóteses de homicídio culposo ou acidente. Segundo ele, a apuração vai verificar se houve negligência, imprudência ou outra falha de cuidado, e o laudo pericial deve sair em até 30 dias.





