Dinheiro vivo e “laranja”: Ex-prefeito de Humaitá é denunciado por esquema de R$ 200 mil no AM

O caso reacende a indignação em Humaitá, já que Herivâneo Seixas tem um histórico de escapar "ileso" de acusações semelhantes.
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O cenário político de Humaitá, a “Princesinha do Madeira”, foi sacudido por uma denúncia explosiva que envolve o ex-prefeito Herivâneo Seixas (MDB). Segundo o Ministério Público do Amazonas (MPAM), Seixas é acusado de arquitetar um esquema de R$ 200 mil para a compra de votos nas eleições de 2024. A revelação partiu de um ex-aliado, Evandro Braga de Azevedo, que confessou ter servido como “mula” para transportar o dinheiro em espécie de Manaus até o interior, onde o montante teria sido pulverizado por meio de contas bancárias para ocultar sua origem ilícita.

De acordo com o relato presente no Diário Oficial, o esquema só veio à tona após o “amigo” do ex-prefeito se ver em apuros com a Receita Federal. Evandro alega que, após transportar os valores, foi orientado por Herivâneo a depositar o dinheiro em sua própria conta pessoal para depois transferi-lo ao político, o que gerou uma inconsistência fiscal insustentável em seu IRPF. O promotor Weslei Machado não hesitou em declinar a atribuição para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), classificando o caso como uma clara infração penal eleitoral que exige investigação imediata da Polícia Federal.

O caso reacende a indignação em Humaitá, já que Herivâneo Seixas tem um histórico de escapar “ileso” de acusações semelhantes. Em 2024, ele chegou a ser filmado entregando dinheiro a uma eleitora, mas a Justiça Eleitoral julgou a ação improcedente por “falta de comprovação” do objetivo eleitoral.

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