Apagão no Uruguai: Atlético-MG cede empate no fim e flerta com o desastre na Sul-Americana

O que parecia uma vitória redentora para o Atlético-MG transformou-se em um pesadelo de cinco minutos no Estádio Centenário.
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O que parecia uma vitória redentora para o Atlético-MG transformou-se em um pesadelo de cinco minutos no Estádio Centenário. Na noite desta terça-feira (5), o Galo vencia o Juventud por 2 a 0 até os 33 minutos do segundo tempo, mas sofreu um apagão defensivo, cedeu o empate em 2 a 2 e agora vê sua permanência na Copa Sul-Americana por um fio. Sob o comando de Eduardo Domínguez, o time foi amplamente dominado nas estatísticas — 16 finalizações uruguaias contra apenas 6 brasileiras — e só não saiu com a derrota graças a intervenções milagrosas do goleiro Everson.

Mesmo sem apresentar um futebol convincente, o Atlético abriu vantagem com Alan Minda e parecia ter selado o destino do jogo quando Vitor Hugo ampliou aos 31 da etapa final. No entanto, a passividade da equipe convidou o Juventud para o ataque. Dois minutos depois, Pablo Lago diminuiu, e aos 42, Marcelo Pérez castigou a defesa atleticana com um gol de cabeça. O resultado empurra o Galo para a terceira colocação do Grupo B, com apenas 4 pontos, deixando o time em uma situação onde não depende mais apenas de si para avançar à próxima fase.

A “calculadora” do Galo no Grupo B:

  • Cenário Perigoso: Com apenas uma vitória em quatro jogos, o Atlético-MG pode terminar a rodada na lanterna caso o Puerto Cabello vença o líder Cienciano.

  • Desequilíbrio Tático: A média de finalizações sofridas acende um alerta vermelho para a continuidade de Domínguez; o time abdicou de jogar após abrir vantagem.

  • Próximos Passos: O Galo precisará de uma combinação de resultados e vitórias obrigatórias nas rodadas finais para evitar uma eliminação precoce e vexatória ainda na fase de grupos.

O tropeço no Uruguai não apenas complica a tabela, mas abala a confiança de um elenco que entrou na competição como um dos favoritos e hoje luta para não ser a maior decepção brasileira na temporada continental. Se o “Galo Forte e Vingador” não aparecer nas próximas semanas, o adeus à Sul-Americana será inevitável.

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