“Quem não faz, leva”: Jornal espanhol não poupa Neymar e aponta crise profunda no Santos

O Santos dominou a partida e abriu o placar aos 40 minutos do primeiro tempo com Neymar, após assistência de Rollheiser.
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O empate por 1 a 1 entre Santos e Recoleta, na noite desta terça-feira (5), no Paraguai, deixou cicatrizes que vão além da tabela da Copa Sul-Americana. Mesmo com um gol de Neymar e um abraço público de reconciliação com Robinho Jr. — após a briga física que abalou o CT Rei Pelé durante a semana —, o Peixe não conseguiu segurar o resultado. Para o jornal AS, da Espanha, a fase do craque brasileiro e do clube paulista é descrita como um “drama” sem fim, evidenciando que os lampejos de genialidade do camisa 10 já não são suficientes para esconder as fragilidades da equipe.

O Santos dominou a partida e abriu o placar aos 40 minutos do primeiro tempo com Neymar, após assistência de Rollheiser. No entanto, o roteiro de superação desmoronou no segundo tempo. Neymar desperdiçou uma chance clara de liquidar a fatura e, seguindo a máxima de que “quem não faz, leva”, o castigo veio aos 41 minutos da etapa final, quando Fernando Galeano aproveitou uma bobeira da zaga santista para empatar. O tropeço mantém o Santos na lanterna do Grupo D, sem nenhuma vitória em quatro jogos, somando apenas três pontos.


O raio-x do “caos” santista:

  • Paz armada: O abraço entre Neymar e Robinho Jr. tentou selar a paz após o episódio do tapa no treino, mas as críticas de Cuca e a pressão externa mostram que o ambiente interno continua em chamas.

  • Situação Crítica: Com três empates e uma derrota, o Santos precisa obrigatoriamente vencer os dois jogos restantes na Vila Belmiro (contra San Lorenzo e Deportivo Cuenca) para evitar uma eliminação precoce e vexatória.

  • Declínio do Astro: O jornal AS destacou que a “sorte de Neymar parece ter acabado”, focando na incapacidade do atacante de decidir partidas que pareciam controladas.

O empate no Rio Parapiti não foi apenas um tropeço tático, mas um golpe na moral de um time que flerta com a crise antes mesmo de chegar à metade da temporada. Agora, resta saber se o fator casa será suficiente para salvar o Santos de um desastre continental ou se 2026 será lembrado como o ano em que o “Menino da Vila” e seu clube do coração ficaram sem rumo.

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