Neymar é substituído por erro da arbitragem, chora e tem dia de fúria no Santos às vésperas da lista da Copa

O erro bizarro coroou um domingo de drama psicológico para o maior artilheiro da história da seleção brasileira (79 gols).
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A menos de 24 horas do anúncio mais aguardado do futebol nacional, o retorno de Neymar à seleção brasileira virou um drama de contornos inacreditáveis. Em um domingo de emoções à flor da pele, o craque de 34 anos chorou no hino nacional, viu o Santos ser atropelado por 3 a 0 pelo Coritiba na Neo Química Arena e acabou arrancado de campo por um erro grosseiro da arbitragem que gerou uma revolta generalizada nos bastidores do Peixe.

O vexame histórico do Santos na 16ª rodada do Brasileirão — que joga o time mais uma vez à beira da zona de rebaixamento — ficou em segundo plano diante do caos burocrático que tomou conta do segundo tempo. Aos 20 minutos da etapa final, com o Coritiba já vencendo por três gols de diferença graças ao show de Breno (que marcou aos 5 e aos 20 do primeiro tempo) e de Josué (de pênalti, aos 39), o técnico Cuca decidiu mexer na equipe e mandar a campo o jovem Robinho Jr., filho do ex-jogador Robinho.

Foi então que o inacreditável aconteceu. O quarto árbitro ergueu a placa eletrônica indicando a saída do camisa 10, Neymar, para a entrada do número 7. No entanto, o atacante estava fora das quatro linhas recebendo atendimento médico e o Santos alega que a alteração solicitada por Cuca era, na verdade, para a saída do camisa 31, Gonzalo Escobar.

Neymar teve um ataque de fúria na lateral do campo. Em um protesto veemente contra a mesa de arbitragem, o craque chegou a exibir para as câmeras da transmissão de TV a cédula oficial de substituição de papel preenchida pelo clube, provando que o nome de Escobar era o correto. Porém, como Robinho Jr. já havia pisado no gramado, a arbitragem aplicou a regra rigidamente e não permitiu a reversão da trapalhada.

Lágrimas no hino e a grande incógnita de Carlo Ancelotti

O erro bizarro coroou um domingo de drama psicológico para o maior artilheiro da história da seleção brasileira (79 gols). Antes do pontapé inicial em São Paulo, Neymar não conteve as lágrimas e chorou copiosamente perfilado com os titulares durante a execução do Hino Nacional, evidenciando a tensão que carrega.

Nesta segunda-feira, o técnico italiano Carlo Ancelotti divulgará a lista final dos 26 jogadores convocados para defender o Brasil na Copa do Mundo de 2026, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá. O camisa 10 do Santos é a maior incógnita da convocação, já que não veste a camisa amarelinha desde outubro de 2023 devido a uma série de lesões graves e sequer foi chamado durante todo o ciclo do treinador europeu.

“O Ancelotti é o treinador e ele que vai decidir se eu mereço ou não. Eu sou brasileiro e meu sonho é estar na Copa do Mundo. Trabalhei para isso. Se eu não estiver, sou torcedor e vou torcer pelo Brasil”, desabafou o atacante na zona mista, visivelmente abatido após a partida caótica.

Se for lembrado por Ancelotti, Neymar tentará buscar o hexacampeonato mundial em um grupo teoricamente acessível na primeira fase: o Brasil está cabeça de chave do Grupo C, enfrentando as seleções de Marrocos, Escócia e Haiti. Caso fique de fora, a substituição por engano na Neo Química Arena pode ter sido, de forma melancólica, o último ato público do craque antes do Mundial.

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