Manaus ocupa vigésima posição em qualidade de vida entre as capitais brasileiras

No topo das capitais, Curitiba (PR) lidera o quesito bem-estar com 71,29 pontos, enquanto Porto Velho (RO) amarga a última colocação geral do grupo, registrando 58,59 pontos.
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A cidade de Manaus fixou-se na 20ª colocação entre as 27 capitais brasileiras no Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado nesta quarta-feira (20). A capital amazonense atingiu a pontuação de 63,91 em uma escala de 0 a 100, posicionando-se ligeiramente acima da média nacional dos municípios (63,40), mas evidenciando os desafios estruturais e socioambientais crônicos que afetam a Região Norte.

No topo das capitais, Curitiba (PR) lidera o quesito bem-estar com 71,29 pontos, enquanto Porto Velho (RO) amarga a última colocação geral do grupo, registrando 58,59 pontos.

O cenário comparativo na Região Norte

No recorte geográfico da Região Norte, Manaus ocupa o quinto lugar entre as sete capitais, ficando atrás de centros urbanos com menor densidade populacional, mas que pontuaram melhor em indicadores de sustentabilidade e serviços públicos:

Posição Regional Capital Pontuação IPS 2026
Palmas (TO) 67,94
Boa Vista (RR) 66,98
Belém (PA) 66,71
Rio Branco (AC) 64,41
Manaus (AM) 63,91
Macapá (AP) 61,96
Porto Velho (RO) 58,59

Desempenho do Estado do Amazonas e rankings municipais

A disparidade socioeconômica se repete quando o estudo avalia as Unidades da Federação (UFs). O Estado do Amazonas também amarga a 20ª colocação nacional, com uma média de 59,34 pontos — ficando abaixo da linha média do Brasil, embora supere vizinhos diretos da Amazônia Legal como Acre, Rondônia e Pará.

Internamente, o mapa do progresso social entre os municípios amazonenses revelou os seguintes extremos de desempenho:

  • Maiores pontuações do interior: Excluindo a capital, os melhores resultados estruturais foram identificados em Urucurituba (61,33 pontos), Amaturá (60,88) e Itapiranga (60,03).

  • Menores pontuações do interior: Os piores índices de qualidade de vida concentram-se em Barcelos (49,06 pontos), Eirunepé (49,50), Envira (48,72) e Pauini, que registrou a menor nota do estado, com 48,40 pontos.

Desigualdade territorial e a realidade da Amazônia Legal

Os dados consolidados do IPS 2026 lançam um alerta para a vulnerabilidade estrutural da Região Norte: dos 20 municípios com os piores índices de progresso social de todo o Brasil, 17 estão localizados em estados do Norte (com 10 deles concentrados no estado do Pará).

O relatório técnico aponta que o bloco de estados que integram a Amazônia Legal apresenta defasagem em quase todas as 57 variáveis públicas consultadas (oriundas do IBGE, DataSUS e Inep). O principal vetor de rebaixamento das notas na região concentra-se no pilar de Qualidade do Meio Ambiente, severamente impactado pela conversão de florestas, queimadas e pela ausência de redes integradas de água tratada e esgotamento sanitário nas periferias urbanas e comunidades ribeirinhas.

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