O comando do Partido Liberal (PL) já discute abertamente nomes alternativos para a disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro, diante do isolamento político do ex-governador Cláudio Castro. Visto internamente por correntes majoritárias como uma candidatura inviável, Castro enfrenta o duplo desgaste de uma condenação de inelegibilidade proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o impacto de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal executada contra ele na última semana.
A palavra final sobre a manutenção ou o descarte definitivo do ex-governador na chapa majoritária caberá ao senador Flávio Bolsonaro (PL), presidente de honra e principal articulador da legenda no estado, que baseará sua decisão em pesquisas qualitativas de consumo interno.
Os critérios de preenchimento da chapa majoritária
O desenho da coligação majoritária da ala bolsonarista no Rio de Janeiro prevê a disputa de duas vagas ao Senado. A primeira cadeira já possui um nome de consenso consolidado fora do partido:
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Vaga 1 (Garantida): Pertence ao ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, representante da cota de aliança com o União Brasil.
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Vaga 2 (Em disputa): O PL bate o pé para que a segunda vaga seja preenchida por um quadro autêntico e de “sangue puro” da legenda, rejeitando abrir mão do posto para siglas satélites, salvo em caso de extrema necessidade de articulação de segurança pública.
Os nomes cotados para a vaga de Cláudio Castro
Caso as pesquisas confirmem a contaminação da imagem de Cláudio Castro pela operação da PF, a executiva do PL trabalha com quatro nomes no banco de reservas, divididos entre perfis ideológicos e técnicos:
| Nome do Cotado | Partido | Perfil Político e Eleitoral |
| Carlos Jordy | PL | Perfil de forte apelo ideológico junto à ala mais à direita do eleitorado fluminense. |
| Sóstenes Cavalcante | PL | Representante da bancada evangélica, com forte penetração em grandes colégios eleitorais. |
| Carlos Portinho | PL | Atual senador, possui trânsito técnico e articulação direta no Congresso Nacional. |
| Felipe Curi (Delegado) | PP | Nome defendido por uma ala minoritária; ganhou projeção na condução de operações policiais. |
Os estrategistas do PL pretendem acelerar os levantamentos de intenção de voto no início do próximo mês para apresentar a Flávio Bolsonaro os índices de rejeição de cada cenário, buscando pacificar a composição da chapa antes das convenções partidárias.






