Fãs de quadrinhos do mundo todo corrigem afirmação sobre trio Japão-EUA-França

Debate nas redes sociais resgata o peso de ícones como Turma da Mônica e Mafalda, mostrando que a força da nona arte vai muito além do eixo tradicional
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Uma publicação nas redes sociais que limitava a relevância do mercado global de histórias em quadrinhos ao trio composto por Japão, Estados Unidos e França gerou uma forte onda de reações na internet. Fãs e entusiastas da nona arte de diversas partes do planeta se mobilizaram para corrigir a afirmação, trazendo à tona a importância cultural e o impacto comercial de produções de outros países, o que forçou o autor da postagem original a reconhecer as ricas tradições globais que ficaram de fora de sua lista restrita.

O peso do Brasil e da Argentina no cenário mundial

O público sul-americano liderou grande parte dos contra-argumentos, utilizando dados robustos para demonstrar o poder de seus maiores fenômenos editoriais:

 Brasil: Os leitores destacaram o gigantismo da Turma da Mônica, série criada por Mauricio de Sousa na década de 1970. A obra acumulou a marca impressionante de 1,2 bilhão de exemplares vendidos e sustenta uma franquia avaliada em US$ 800 milhões, que engloba revistas em quadrinhos, parques temáticos e produtos licenciados distribuídos por 40 países.

 Argentina: A icônica tirinha Mafalda, criada pelo cartunista Quino em 1964, foi amplamente mencionada. A garota filosófica acumula dezenas de milhões de leitores, teve seus livros traduzidos para 30 idiomas e segue influenciando gerações, servindo de inspiração para monumentos públicos e para uma futura produção seriada na plataforma de streaming Netflix.

Europa além da França e a riqueza da arte global

A mobilização internacional também contou com a participação de leitores que lembraram que a própria Europa possui polos de produção fundamentais além do mercado francês.

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