O Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus, abriu nesta quarta-feira (27) a sessão de júri popular para o julgamento de dois homens acusados pelo assassinato de Débora da Silva Alves, de 18 anos. O crime, de repercussão estadual, ocorreu em julho de 2023 na Zona Leste da capital amazonense e resultou também na morte do bebê que a jovem gerava, que estava no oitavo mês de gestação.
Os réus levados a julgamento perante a 2ª Vara do Tribunal do Júri são:
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Gil Romero Machado Batista: Apontado como pai da criança e acusado de arquitetar o crime para esconder um relacionamento extraconjugal e evitar as consequências da gravidez.
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José Nilson Azevedo da Silva: Acusado de participação direta na execução e na ocultação do corpo da vítima.
Ambos estão sob prisão preventiva desde o ano do crime e respondem em segredo de Justiça pelos crimes de duplo homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro, violência doméstica e ocultação de cadáver. Para as sessões deliberativas, a acusação arrolou oito testemunhas, enquanto as defesas convocaram nove testemunhas para Gil Romero e cinco para José Nilson, antecedendo a fase de interrogatório dos réus e debates jurídicos.
Reclame de Justiça por parte dos familiares
A mãe da vítima, Paula Cristina Souza da Silva, manifestou à equipe de reportagem a sua expectativa de punição máxima aos envolvidos, relatando a permanência do sofrimento familiar diante da crueldade sofrida pela filha e pelo neto. A tia de Débora, Rita de Cássia Nascimento, reiterou o sentimento de angústia e expressou confiança de que a Justiça aplicará o rigor da lei correspondente à barbárie cometida.
Dinâmica e histórico do crime de 2023
As investigações da Polícia Civil do Amazonas delinearam um cenário de emboscada e requintes de crueldade na execução da jovem:
Cronologia e Dinâmica do Caso Débora (2023)
├── 29 de Julho ──> Débora sai de casa para receber dinheiro de um berço prometido por Gil Romero.
├── Execução ─────> Vítima é asfixiada dentro do perímetro da Usina Termoelétrica Mauá 2.
├── Ocultação ────> Corpo é queimado dentro de um tonel e deixado em mata no Mauazinho.
└── Destino do Bebê -> Feto é extraído do ventre e jogado no rio; Gil Romero deu versões conflitantes.
Débora desapareceu após ser atraída sob o pretexto de receber suporte financeiro para o enxoval do filho. Seu corpo foi localizado em uma área de mata no dia 3 de agosto de 2023. O Ministério Público detalhou que os acusados incendiaram os restos mortais da mãe e arremessaram o feto no rio. José Nilson foi capturado dias após o episódio, enquanto Gil Romero fugiu para o interior do Pará, sendo localizado e preso em uma operação integrada no município de Curuá em 8 de agosto de 2023.






