A coordenação da pré-campanha de Fernando Haddad (PT) trabalha com a expectativa de fechar a composição da chapa ao governo do Estado de São Paulo nos próximos dias. O desfecho da articulação, contudo, segue travado e dependendo de uma nova rodada de negociações diretas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro Márcio França (PSB).
A expectativa de aliados é que Lula reitere pessoalmente o apelo para que França abra mão de outros planos e aceite figurar como candidato a vice-governador na chapa liderada pelo PT. Embora o encontro de cúpula ainda não possua uma data rigidamente fixada na agenda, interlocutores afirmam que a reunião deve ocorrer a qualquer momento.
O impasse tático e a resistência do PSB
O desenho da chapa esbarra em divergências profundas de estratégia eleitoral entre os dois partidos aliados:
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A posição de França: O ex-governador paulista manifesta resistência interna à ideia de ser vice, preferindo construir outro caminho para as eleições de outubro, posicionamento que é endossado formalmente pela direção do PSB.
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O pragmatismo do PT: A Executiva do PT insiste em isolar França da disputa majoritária principal, sob o argumento de que a vaga para o Senado Federal deve ser preenchida por nomes que registram melhor desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Os petistas priorizam os nomes das ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) para a Casa Alta, buscando o que chamam de “garantia” eleitoral.
Apesar da contrariedade de França — que já governou o estado em 2018 e concorreu ao Senado na chapa de Haddad em 2022 —, interlocutores políticos avaliam que ele pode ceder e aceitar o posto de vice caso o pedido venha como uma determinação expressa de Lula. Essa concessão, contudo, estaria atrelada a uma contrapartida política, assentada na promessa de que ele assumiria um ministério em um eventual segundo mandato de Lula caso a chapa ao governo paulista saia derrotada das urnas.
Cobranças públicas e ameaça de candidatura isolada
A demora crônica do PT em equacionar o xadrez político paulista gerou desgaste e irritação pública na cúpula do PSB. Dirigentes socialistas têm subido o tom das cobranças direcionadas a Lula e ao PT por uma definição célere em relação às vagas ao Senado, apontando que a paralisia nas decisões atrasa as agendas e prejudica a mobilização de rua dos pré-candidatos Simone Tebet, Márcio França e do próprio Fernando Haddad.
Como resposta à pressão petista, o PSB elevou o tom das negociações nas últimas semanas:
Reação do PSB ao Cenário Político Paulista
├── Deliberação Interna ──> Aprovação de encaminhamento para seguir rumo próprio.
└── Plano de Contingência ─> Cogita lançar chapa independente com França e Simone Tebet.
Essa alternativa de romper o alinhamento e lançar uma candidatura avulsa foi aprovada internamente e mantém-se como uma opção real do PSB, independentemente das concessões ou decisões finais que venham a ser adotadas pela campanha de Haddad.






