PARINTINS, AMAZONAS — O prefeito de Parintins, Mateus Assayag (PSD), veio a público para esclarecer a dinâmica de repasses de recursos do governo federal destinados ao 59º Festival Folclórico. Em pronunciamento realizado, o chefe do Executivo municipal desmentiu rumores sobre um suposto descumprimento de prazos e compromissos por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, explicando que o fluxo financeiro histórico da União para o evento sempre se consolida no período pós-festa.
“O repasse do Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, sempre acontece após o festival. Isso ocorreu nos anos anteriores e todos sabem disso: os bois sabem, a prefeitura sabe. Os recursos costumam ser liberados nos meses de julho e agosto”, pontuou o prefeito, buscando conter narrativas de crise nos bastidores dos bumbás.
Nova Rota Administrativa em 2026
Embora o calendário de depósitos siga o padrão de anos anteriores, Assayag revelou que houve uma mudança estrutural profunda na engenharia financeira de captação e distribuição do dinheiro público para este ano.
A alteração deslocou o eixo de intermediação dos recursos para a máquina direta do funcionalismo federal:
Evolução do Modelo de Financiamento Federal
├── 🏛️ Até 2025 ──> Parte da verba era viabilizada e pulverizada via Sistema S
└── 💼 Em 2026 ───> Recursos concentrados e operados direto pelo Ministério do Turismo
Com o novo desenho, a verba federal é empenhada sob o guarda-chuva de infraestrutura turística da pasta do Turismo, sendo transferida integralmente para as contas da prefeitura de Parintins. Caberá à administração municipal, portanto, gerir o fluxo de pagamentos e repassar as quotas correspondentes ao Caprichoso e ao Garantido ao longo do segundo semestre.
Alinhamento e Diálogo com os Bumbás
O prefeito ressaltou que a transição burocrática não gerou surpresas ou gargalos no planejamento das agremiações para os espetáculos na arena do Bumbódromo. Segundo ele, as diretorias de ambos os bois participaram ativamente das mesas de negociação em Brasília e Manaus.
“Nós temos tudo tratado, com diálogo permanente e com os dois presidentes dos bois acompanhando as tratativas. Todos entendem as dificuldades administrativas e o processo necessário para que esses repasses sejam efetivados ao longo dos próximos meses”, concluiu Assayag.
A garantia do teto orçamentário federal traz fôlego financeiro para as contas de Caprichoso e Garantido, que utilizam a receita de julho e agosto para quitar fornecedores, artistas, artesãos e os galpões de alegorias que trabalharam na temporada de 2026.






