INVESTIGAÇÃO — O relatório final do inquérito policial que apura a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, trouxe à tona novos elementos sobre o histórico de segurança do grupo organizador. Um adolescente, filho de um prestador de serviços freelancer da equipe, ficou ferido durante um salto de rope jump realizado no mesmo local da tragédia, a Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista.
A informação foi prestada em depoimento pelo pai do menor e integrada às investigações conduzidas pela Polícia Civil, que culminaram no indiciamento da CEO do grupo “Entre Cordas”, Evelyne dos Santos Gonçalves, por homicídio qualificado e fraude processual.
Falha operacional em gravação de mídias
De acordo com o depoimento do genitor, o episódio com o adolescente ocorreu logo após o encerramento do atendimento ao público, em um momento em que a equipe realizava saltos internos para a captação de imagens e mídias sociais. O menor, que já havia saltado anteriormente naquele dia, solicitou uma nova descida.
Mesmo com a checagem dos equipamentos realizada pelo pai, houve uma falha operacional no momento da recepção do jovem após o salto pendular.
Dinâmica do incidente com o menor
├── 🪢 Liberação precoce ─> Integrante da equipe soltou a corda antes da estabilização completa
├── 🩹 Impacto no solo ───> O adolescente raspou o corpo no chão, sofrendo escoriações no joelho
└── 🤕 Relato médico ─────> Houve leve batida na cabeça, mas sem ferimentos ou impactos graves
O pai do adolescente declarou à polícia que conheceu a atividade por meio de um dos integrantes do grupo e atuava como apoio operacional informal em finais de semana. Diante do erro cometido com seu filho e da insatisfação imediata com a conduta da equipe, o homem decidiu interromper definitivamente a prestação de serviços para o grupo. Ele ressaltou que não recebeu ordens para ocultar o fato, optando por não reportá-lo de forma voluntária na ocasião.
Indiciamento e pedidos de prisão à Justiça
O fechamento do inquérito, encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta quarta-feira (1º), resultou em medidas jurídicas distintas para os envolvidos na organização do evento que vitimou Maria Eduarda — arremessada da estrutura sem as cordas de proteção essenciais.
Situação jurídica dos investigados
├── ⚖️ Evelyne dos Santos (CEO) ─> Indiciada por homicídio qualificado e fraude processual; solicitada prisão preventiva
├── ⛓️ João Antônio e Gabriel ────> Polícia pediu a revogação da prisão; não foram indiciados nesta fase
└── 🕵️ Prática de obstrução ─────> CEO é acusada de priorizar recuperação de câmera GoPro a socorrer a vítima
A delegada responsável pelo caso, Andréa Levy, apontou que Evelyne integrava o núcleo organizacional ativo e era responsável direta pela logística, manutenção da estrutura, divulgação e gestão dos participantes. A defesa de Evelyne dos Santos Gonçalves foi procurada pelas equipes de reportagem, mas não enviou pronunciamento até o fechamento da edição.






