Justiça estona Romário e manda confiscar salário do ‘Baixinho’ na CazéTV por dívida astronômica de R$ 32 milhões

Lendário camisa 11 e senador tem contratos vasculhados pela Justiça do Rio após Porsche, lancha e mansão virarem alvos de penhora em processo secreto
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ESCÂNDALO NOS BASTIDORES — Nem o brilho dos gramados norte-americanos e nem o microfone das transmissões oficiais foram capazes de blindar o craque Romário do alcance da Justiça brasileira. A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, emitiu uma ordem expressa de penhora imediata sobre absolutamente todos os valores, cachês e salários que o atual senador (PL-RJ) tem a receber da CazéTV por sua participação especial na cobertura da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos.

A medida extrema foi acionada para tentar abater uma dívida avassaladora e histórica acumulada pelo ex-jogador que hoje atinge a cifra impressionante de R$ 32,4 milhões. Em uma varredura completa na cadeia econômica da transmissão, o Judiciário intimou o canal digital comandado pelo influenciador Casimiro Miguel a entregar, sem direito a sigilo, a cópia de todos os contratos, propostas comerciais, notas fiscais e comprovantes de transferências bancárias emitidos em nome do “Baixinho”.

O efeito dominó: Porsche, lancha e bens confiscados

O confisco dos lucros da Copa do Mundo é apenas o desfecho mais recente de uma caçada patrimonial violenta movida contra o ex-atleta. Como o montante devido é milionário, o processo judicial — que arrasta-se sob segredo de Justiça desde 2001 — já passou por cima de bens de luxo declarados pelo parlamentar e suas empresas.

O Patrimônio sob Ataque da Justiça
├── 🚗 Garagem Lacrada ───> Porsche e Audi sofrem restrições judiciais duras via Renajud
├── 🌊 Alto-Mar Bloqueado ─> Lancha de luxo e imóveis de alto padrão já foram penhorados
└── 📺 Salário da Copa ────> CazéTV é obrigada a reter pagamentos diretamente para conta do tribunal

A ordem judicial atual é tão ampla que prevê que, mesmo se os contratos de Romário tiverem sido assinados por meio de agências parceiras, produtoras, coligadas ou patrocinadores master da Copa de 2026, as empresas terceiras ficam obrigadas a reter o dinheiro e depositá-lo diretamente na conta do tribunal fluminense.

A origem da bolada: O fracasso do “Café Onze Bar”

Muitos torcedores se perguntam como uma discussão comercial antiga conseguiu se transformar em um buraco financeiro de mais de R$ 32 milhões de reais. De acordo com registros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tudo começou por causa de um empreendimento noturno do qual Romário era sócio majoritário no Rio: o Café Onze Bar.

  • O Contrato: Romário contratou a construtora Koncretize Projetos e Obras Ltda para gerenciar o estacionamento do bar utilizando elevadores modernos de veículos.

  • O Calote: Quando a casa noturna fechou as portas em 2011, houve uma longa briga judicial sobre quem pagaria pela retirada dos elevadores. Para tentar estancar a sangria, Romário assinou uma confissão de dívida de aproximadamente R$ 1,5 milhão, mas o acordo nunca foi pago.

  • O Efeito Bola de Neve: Com o descumprimento do acordo, a incidência de juros compostos, multas contratuais pesadas e correções monetárias ao longo de quase duas décadas fizeram o valor original inflar bizarramente até atingir os atuais R$ 32,4 milhões.

Até o momento, o senador licenciado — que chegou a anunciar publicamente que devolveria parte do salário político por estar nos Estados Unidos — e sua assessoria de imprensa preferiram o silêncio e não se manifestaram sobre o novo bloqueio financeiro em seus rendimentos privados.

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