MANAUS (AM) — Imagens de câmeras de vigilância registraram o momento em que o suspeito Deliel Medeiros de Magalhães atacou violentamente a própria esposa na última quinta-feira (9), na presença das filhas menores de idade do casal. O vídeo da agressão covarde viralizou e causou forte comoção nas redes sociais. Nele, Deliel é visto de forma emblemática: segurando uma lata de cerveja em uma das mãos enquanto desere uma sequência de golpes físicos contra a mulher.
Cansados dos abusos, familiares da vítima decidiram expor as imagens publicamente para pressionar as autoridades e tentar salvar a vida da mulher.
A Prisão Relâmpago e a Soltura que Causou Revolta
Apesar de a Polícia Civil do Amazonas ter agido rápido e efetuado a prisão em flagrante do agressor logo após a denúncia e a repercussão do vídeo, a punição durou muito pouco. Ao ser encaminhado para a audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o juiz plantonista concedeu o benefício da liberdade provisória a Deliel.
A decisão judicial caiu como uma bomba sobre os parentes da vítima, que esperavam que a gravidade das imagens e o risco iminente à vida da esposa fossem suficientes para manter o agressor em prisão preventiva.
O Clamor da Família: O Perigo Bate à Porta Novamente
A soltura sem restrições severas de isolamento teve consequências imediatas. Segundo relatos desesperados feitos pela irmã da vítima, Deliel não demonstrou o menor sinal de arrependimento ou temor pela Justiça. Praticamente no mesmo instante em que cruzou os portões da cadeia, ele voltou a rastrear os passos da companheira.
A Linha do Medo: Da Agressão à Nova Ameaça
├── 🎥 Quinta-feira (09/07) ─> Deliel agride esposa na frente das filhas (com cerveja na mão)
├── 🚓 Sexta-feira (10/07) ──> Polícia Civil prende o agressor em flagrante após denúncia
└── 🔓 Segunda-feira (13/07) ─> Justiça solta o homem, que liga ameaçando: "Já estou procurando ela"
“Pouco tempo depois de sair da cadeia, ele ligou afirmando que já estava procurando a própria esposa”, revelou a cunhada do agressor, em um depoimento desesperado e em tom de socorro.
A família e a vítima agora vivem escondidas e sob pânico generalizado. O caso segue sob acompanhamento da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), enquanto parentes clamam por uma revisão urgente da medida judicial antes que as ameaças se transformem em uma tragédia irreparável.






