Crise no transporte: Dívida de R$ 190 milhões gera atrasos salariais e ameaça paralisação do sistema em Manaus

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) cobra da Prefeitura de Manaus uma dívida acumulada de R$ 190 milhões referente ao repasse de subsídios da tarifa de ônibus
Rodoviários - greve - ônibus
Foto: Reprodução

 

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) cobra da Prefeitura de Manaus uma dívida acumulada de R$ 190 milhões referente ao repasse de subsídios da tarifa de ônibus. De acordo com a entidade patronal, a ausência dos repasses públicos tem provocado atrasos no pagamento dos trabalhadores rodoviários e coloca o sistema em risco de colapso por falta de combustível e insumos de manutenção.

IMPASSE JUDICIAL E AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO
A cobrança motivou o Sinetram a impetrar um mandado de segurança no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A medida ocorreu após ação do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (STTRM) que estabeleceu multa diária de R$ 5 mil para o descumprimento do calendário de pagamento dos salários.

Em resposta ao pedido das empresas, a Justiça do Trabalho agendou uma audiência de conciliação para o dia 28 de julho, visando reunir as concessionárias, a Prefeitura de Manaus, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e o Ministério Público do Trabalho para a busca de uma solução financeira.

DÉFICIT OPERACIONAL E COMPOSIÇÃO DA DÍVIDA
Segundo dados apresentados no processo, a arrecadação das catracas cobre cerca de metade do custo real do sistema de transporte. O valor total cobrado compreende R$ 101,2 milhões remanescentes do exercício de 2025 e R$ 89,1 milhões acumulados entre os meses de abril e junho de 2026.

As concessionárias relatam que o direcionamento total da receita de bilheteria para a folha de pagamento compromete a aquisição de óleo diesel e peças para a frota, esgotando também as linhas de crédito bancário das empresas.

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