BRASIL – Um vídeo publicado pelo influenciador digital e estudante de administração Leonardo Avila, 22, causou revolta nas redes sociais ao se referir aos colegas do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) como “favelados” e “pobres de tudo”. O caso, que ganhou grande repercussão, levou a instituição de ensino a abrir um processo disciplinar para apurar a conduta do aluno.
Em um vídeo publicado em sua conta pessoal – onde tem mais de 234 mil seguidores –, Avila criticou o perfil dos estudantes da faculdade particular onde estuda no campus da Asa Norte, em Brasília.
“É porque o povo, pelo menos na minha faculdade, não é só pobre de dinheiro, é pobre de tudo, entendeu? O povo ainda fala: ‘Nossa, Léo, mas a sua faculdade é cara’. É cara, mas qualquer um arruma um jeito de pagar aqui, porque só tem favelado”, disse, rindo durante a gravação.
O influenciador, que já havia trocado de instituição três vezes, ainda questionou seus seguidores: “Vocês já passaram por isso?”.
O vídeo foi amplamente compartilhado por estudantes do IDP, que se mostraram indignados com as declarações. “Vejam esse vídeo. É assim que alguns enxergam os colegas de faculdade: como ‘favelados’, só porque são bolsistas ou não têm grana”, escreveu um aluno nas redes sociais.
Leonardo Avila é filho de Leonardo Oliveira de Ávila, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF), o que aumentou ainda mais a repercussão do caso.
Diante da comoção, o influenciador publicou um novo vídeo, intitulado “posicionamento sobre vídeo na universidade”, no qual afirmou ter usado “palavras equívocas”.
“Eu falei alguns termos como se o pessoal da minha faculdade e do meu convívio tivesse uma condição financeira ruim, e algumas pessoas se afetam muito quanto a isso, mas, no fim das contas, a gente não deve se importar com a condição financeira dos demais”, disse, ainda sorrindo.
No entanto, o tom da retratação não pareceu convencer os internautas, e o vídeo original foi posteriormente apagado de seu perfil.
Em nota oficial, o IDP informou que abriu um processo administrativo para apurar a conduta do aluno e que ele terá direito à defesa. A instituição destacou que seu regulamento interno proíbe ofensas e comportamentos discriminatórios, e as punições podem variar de advertência a expulsão.
“O episódio é triste e não representa a visão institucional. O IDP repudia toda forma de preconceito. Temos medidas ativas de diversidade para o corpo docente e discente. Temos orgulho dos nossos bolsistas”, afirmou Atalá Correia, diretor acadêmico da graduação.
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