Manaus registrou a marca de 36,8 °C — com sensação térmica atingindo 41 °C nos horários de pico. De acordo com especialistas e meteorologistas, este foi o maior registro de temperatura na capital amazonense no ano até o início de agosto, servindo de prévia para o período de maior atenção climática previsto para os meses de setembro e outubro, ápice do “verão amazônico”.
Durante este período, a combinação de menor nebulosidade, déficit de chuvas e alta incidência de radiação solar deve intensificar os picos de calor na Região Metropolitana e nos municípios do interior do estado.
Fatores determinantes para o calor intenso
A elevação das temperaturas na região resulta da interação de diversos fatores atmosféricos e sazonais:
-
Atuação do El Niño: A persistência do fenômeno altera a circulação atmosférica em grande escala, favorecendo um ambiente mais seco e atrasando a retomada do período chuvoso na Amazônia.
-
Queda na umidade relativa do ar: Durante as tardes quentes, a umidade tem registrado índices próximos a 40%, potencializando a sensação de desconforto térmico e abafamento.
-
Precipitação irregular: A média climatológica prevê volumes reduzidos de chuva para os próximos meses (56,1 mm em agosto e 79 mm em setembro), ocorrendo de forma isolada e mal distribuída.
Recomendações e cuidados com a saúde
Diante dos baixos índices de umidade e das altas temperaturas, profissionais de saúde orientam a adoção de medidas preventivas, com atenção redobrada a crianças, idosos e populações em situação de vulnerabilidade:
-
Hidratação constante: Aumento do consumo diário de água para evitar quadros de desidratação.
-
Proteção solar: Uso de sombrinhas, chapéus e protetor solar ao trafegar em ambientes abertos nos horários de maior incidência de radiação.
-
Restrição de atividades físicas: Evitar o exercício ao ar livre durante os períodos mais quentes do dia (entre 10h e 16h).
-
Umidificação de ambientes: Manter recipientes com água ou umidificadores ligados em cômodos fechados para amenizar o ar seco.






