A Justiça Federal condenou quatro integrantes de um grupo criminoso responsável pelo escoamento interestadual de drogas a partir do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. A sentença atende a uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) fundamentada nas apurações da Operação GateKeeper, deflagrada pela própria Polícia Federal em março de 2025. Entre os condenados está um agente da PF, penalizado com a perda do cargo público e a 26 anos e 7 meses de reclusão em regime inicial fechado.
De acordo com as investigações, o servidor utilizava a credencial e a prerrogativa do cargo para introduzir mochilas carregadas com entorpecentes diretamente na área restrita de embarque doméstico. No local, a carga ilícita era repassada a intermediários e transportadores que haviam passado pela inspeção prévia com bagagens vazias. O agente também realizava consultas indevidas nos sistemas internos da corporação para repassar dados sigilosos e alertar o grupo sobre eventuais fiscalizações.
Além dos crimes de tráfico interestadual, associação para o tráfico, violação de sigilo funcional e invasão de sistema restrito, o policial federal foi condenado por lavagem de dinheiro, após a perícia constatar a compra de bens em nome de terceiros para ocultar a origem dos valores. O intermediário da logística do grupo recebeu a pena de 16 anos e 9 meses de reclusão, enquanto outros dois transportadores foram condenados a 4 anos e 9 meses de prisão cada.






