Manaus amanhece sob densa fumaça e registra qualidade do ar em nível péssimo na Zona Oeste

Queimadas na Região Metropolitana elevam índices de poluição e geram alerta para riscos à saúde respiratória.
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A cidade de Manaus voltou a ser encoberta por uma densa camada de fumaça na manhã desta quinta-feira (17), registrando a terceira ocorrência do fenômeno em menos de dez dias. Por volta das 7h30, os sensores do sistema de monitoramento apontavam elevados níveis de poluição em todas as zonas da capital, com pico no bairro Compensa, onde o índice de partículas atingiu 129,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³) — concentração classificada como péssima.

De acordo com informações da Prefeitura de Manaus, a névoa seca é decorrente de queimadas registradas na Região Metropolitana, principalmente nos municípios de Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Manacapuru. A degradação do ar também alcançou cidades vizinhas: Manaquiri registrou índice péssimo (126,8 µg/m³), enquanto Manacapuru e Iranduba figuraram na categoria “muito ruim”, impactando o fluxo da rotina urbana e a visibilidade na região.

Diante do agravamento dos indicadores, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) emitiu orientações à população, recomendando a redução da exposição em ambientes abertos, suspensão de atividades físicas ao ar livre e intensificação da hidratação. O órgão aconselha o uso de máscaras de proteção respiratória do modelo N95 para conter a inalação de fuligem, orientando a busca por atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou serviços de urgência em casos de sintomas persistentes, como falta de ar, tosse e dor de cabeça.

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