Extrema direita obtém nova vitória na Alemanha, declara ser o novo partido do povo e prevê queda de Merz

AfD conquista o segundo estado regional em menos de um mês após pleito em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, deixando a União Democrata-Cristã (CDU) fora do parlamento local.

O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu as eleições regionais no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 38% dos votos. A vitória representa o segundo triunfo da sigla em âmbito estadual no período de um mês. Após a divulgação dos resultados, a copresidente do partido, Alice Weidel, declarou que a agremiação superou a União Democrata-Cristã (CDU) e se estabeleceu como a principal força política entre o eleitorado do país.

Em paralelo, dirigentes da sigla radical projetaram o fim do mandato do chanceler Friedrich Merz até o encerramento do ano corrente, em decorrência do desempenho eleitoral de seu partido. O candidato da AfD no estado, Leif-Erik Holm, afirmou que o resultado marca o início do declínio político do chefe do Executivo federal.

No mesmo pleito, a CDU obteve 4,9% dos votos na região, índice inferior à cláusula de barreira de 5% exigida para a representação no parlamento estadual, registrando seu menor percentual em eleições regionais desde 1945. Nas eleições estaduais de Berlim, a CDU também perdeu espaço, sendo ultrapassada pelo partido Die Linke, enquanto a AfD ampliou sua votação no distrito da capital.

Diante do quadro eleitoral, o chanceler Friedrich Merz classificou os resultados em Berlim e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental como desastrosos para o governo. O chefe de Estado afirmou que pretende permanecer no cargo e anunciou a intenção de promover reformas administrativas e políticas para conter o avanço das forças de extrema direita no país.

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