Um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de vegetação nas proximidades do Distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), exigindo a intervenção emergencial de equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amazonas para combater as chamas. O avanço do fogo na noite de quarta-feira (23) foi registrado em imagens pelo fotógrafo Chico Batata, que alertou para a vasta densidade da fumaça lançada sobre a atmosfera e os impactos socioambientais deixados para trás pela queimada.
O sinistro registrado na Região Metropolitana reflete um cenário epidemiológico e ambiental mais amplo de aceleração dos focos de calor durante a atual temporada de estiagem no estado. De acordo com dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas contabilizou 2.384 focos de queimada entre os dias 1º e 19 de setembro de 2026. O volume representa uma expansão de 282,1% em comparação com o mesmo intervalo de 2025, quando foram computados 624 registros no território amazonense.
A proliferação dos incêndios na calha dos rios e em municípios vizinhos atua como o fator determinante para a severa degradação nos indicadores da qualidade do ar observada na capital. Especialistas em monitoramento atmosférico apontam que o material particulado suspenso que encobre Manaus deriva da queima de biomassa em localidades do interior e da região metropolitana, como Careiro da Várzea, Itacoatiara, Manacapuru e o próprio município de Iranduba.
Com um acréscimo absoluto superior a 1,7 mil focos de calor na comparação anualizada, o estado enfrenta desdobramentos diretos na saúde pública e na visibilidade de vias fluviais e terrestres. As forças de segurança e combate a incêndios seguem atuando no monitoramento das áreas mais atingidas para conter a propagação de novas frentes de fogo ao longo do perímetro florestal urbano e rural.






