O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB) foi preso preventivamente pela Polícia Federal, em Boa Vista, durante o cumprimento de mandados da Operação Lemming. A ação investiga a prática de crimes eleitorais, compra de votos e associação criminosa com vista ao pleito de 2026. As apurações da corporação indicam a estruturação de um esquema voltado à cooptação ilícita de 12.175 eleitores no estado.
A infraestrutura mantida pelo grupo previa repasses financeiros superiores a R$ 4,2 milhões. Segundo os investigadores, a engrenagem visava alavancar tanto a postulação de Renier à Assembleia Legislativa de Roraima quanto a candidatura de sua esposa, Tatyanne Aguilera Padilha, a deputada federal. A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos envolvidos no montante exato do montante previsto para as operações ilícitas, além da proibição de saques em espécie.
A ofensiva policial cumpriu mandados de busca e apreensão nos municípios de Boa Vista, Cantá e Caracaraí, atingindo coordenadores de campanha e familiares do ex-parlamentar. Entre os alvos das medidas cautelares estão a mãe do candidato e apontados operadores regionais responsáveis por cadastrar listas de eleitores e gerenciar os valores das bolsas de compra de votos em diferentes localidades do interior e da capital.
A detenção preventiva ocorre exatos sete dias após Renier ter sido preso em flagrante com dinheiro vivo e planilhas de controle eleitoral em sua residência. Na ocasião anterior, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Roraima havia sido liberado após audiência de custódia mediante o cumprimento de cautelares e o recolhimento de fiança.






