A professora substituta de longa data Stephanie Mullaley foi demitida do Distrito Escolar Comunitário de Clinton, no estado de Iowa (EUA), após oferecer pontos extras em avaliações para alunos que contribuíssem financeiramente com uma campanha na internet. A docente criou uma vaquinha virtual na plataforma GoFundMe com a meta de arrecadar US$ 1,8 mil para custear despesas de transporte, hospedagem e alimentação em uma viagem particular com o marido para o Equador, rotulada por ela como uma “missão médica” na qual atuaria como tradutora.
O esquema foi descoberto pela administração da escola após estudantes relatarem que se sentiram pressionados a fazer as doações para garantir notas mais altas ou benefícios pedagógicos na disciplina. Diante do favorecimento indevido e do conflito ético criado em sala de aula, a direção do distrito escolar instaurou uma apuração interna e desligou a profissional do quadro de funcionários por violação das condutas e diretrizes pedagógicas.
O caso veio a público após a ex-professora contestar a demissão e requerer o benefício do seguro-desemprego. Contudo, o juiz administrativo Duane Golden negou o pedido de auxílio financeiro ao julgar que a conduta de Mullaley caracterizou falta grave de postura profissional e má conduta ocupacional, ao utilizar sua autoridade em sala para coagir estudantes em prol de interesses financeiros pessoais.
A decisão judicial reforça os limites impostos sobre a relação entre professores e alunos no sistema educacional norte-americano, vedando qualquer tipo de negociação cambial ou solicitação financeira vinculada ao desempenho acadêmico. O episódio gerou debates entre pais e educadores da região sobre a ética no ambiente escolar e o uso inapropriado de ferramentas de arrecadação virtual por profissionais da educação.






